3° Congresso deixa a certeza de vários desafios e muitas atitudes

05 dezembro 15:58 2005

Desafio e atitude. O mote do 3° Congresso do Sinergia CUT foi reforçado por todos os participantes e convidados no encerramento do encontro no início da tarde deste sábado (03), em Campinas. A mesa foi formada por vários dirigentes da entidade que também se destacam em outras instâncias da CUT e no Legislativo, além dos presidentes dos três sindicatos que atuam juntos para o fortalecimento do Sinergia CUT e convidados especiais.


Outro consenso foi o sucesso do Congresso, que reuniu 218 delegados eleitos em assembléias por eletricitários e gasistas, ao debater durante três dias os principais desafios a serem enfrentados e definir as principais atitudes que serão tomadas pelo Sinergia CUT para garantir a vitória dos trabalhadores em várias frentes de luta no próximo período.


A mesa de encerramento foi formada pelos presidentes das entidades que que formam o tripé do Sinergia CUT – Djalma de Oliveira (Sindgasista), Wilson Marques de Almeida (Sindicato dos Eletricitários de Campinas) e Luiz Peliceu (diretor do Sindicato dos Eletricitários de Presidente Prudente) – ao lado de Jesus Garcia (FNU/CUT), Francisco Wagner Monteiro (CUT SP), Artur Henrique da Silva Santos (CUT Nacional), Sebastião Arcanjo (deputado estadual), Wagner de Sousa Rodrigues (presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto) e José Lopes Feijoó (presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC).


Todos destacaram também o desafio enfrentado pela entidade em transformar o 3° Congresso em um fórum de importantes debates e na garantia de reflexão aprofundada para a tomada de importantes decisões que vão definir o futuro do Sindicato e da categoria pelos próximos anos.


Decisões que certamente vão intensificar a ação sindical nos locais de trabalho para garantir a conquista das reivindicações dos trabalhadores, definir um plano de luta contra a privatização da CTEEP, garantir a eleição da chapa da direção do Sindigasista, ampliar a participação dos energéticos nos conselhos de representação das empresas, em várias instâncias da CUT e no parlamento. Sem esquecer da disputa de projetos entre o Brasil que queremos construir e o Brasil que a elite quer manter, o que de fato estará em jogo nas eleições gerais de 2006.


Unidade na luta


Portanto, a palavra de ordem deve ser a unidade dos trabalhadores, lembrou Artur Henrique da Silva Santos, secretário geral da CUT Nacional e dirigente do Sinergia CUT: ‘Vamos enfrentar muitos desafios imediatos e históricos em 2006. Só com a unidade que tivemos nos grandes enfrentamentos, como a greve histórica de 1989, é que vamos vencer o jogo com as empresas, a direita, os dissidentes da ”esquerda oportunista” e reeleger um trabalhador Presidente da República’.


O presidente dos Metalúrgicos do ABC tem a mesma opinião: ‘É preciso ter sempre em mente, bem claro, qual é o nosso lado. Apesar da crise e dos equívocos de um pessoal que se diz de esquerda, o PT é o único partido que elege os próprios trabalhadores para cargos políticos que representam a classe trabalhadora’, afirmou Feijoó.


Continuando no enfoque da  crise política, Feijoó destacou ainda que ‘o recado recente do deputado Bournhausen de querer se ”livrar dessa raça” é o recado de toda a direita e da elite que esteve no poder durante anos, que não se conforma com trabalhadores em cargos de comando e muito menos no comando do Brasil. ”Nos livrar dessa raça” é o que eles querem com a ajuda do golpe midiático, já que têm o apoio de grande parte da midia’.


Feijoó afirmou também que ‘é preciso reagir porque o que eles querem é o impeachment do presidente Lula’. Cobrou dos sindicalistas do PT uma reação forte para que isso não aconteça: ‘Esse ataque é contra nós, todos os trabalhadores brasileiros. Aí, ao Sinergia CUT, um grande sindicato que tem representação em todo estado de SP e até no Mato Grosso do Sul, cabe a tarefa de ajudar toda a classe trabalhadora, organizando atos regionalizados para reforçar a luta dos sindicalistas do PT para garantir a continuidade do governo democrático e popular do presidente Lula’.


Fazer sempre mais


O deputado Tiãozinho afirmou ter sempre a sensação de que podemos fazer mais e verbalizou a satisfação de toda a direção do Sinergia CUT em contar com a participação de mais negros, mulheres e jovens em atividade no movimento sindical. E concluiu: ‘Saímos daqui preparados com a perspectiva de avançar e contribuir para a construção de um novo mundo. O Sinergia CUT é realidade, é fato e é a ferramenta de luta que nós consolidamos como objetivo de transformação social do Estado e do nosso país’.


Agradecendo aos convidados e participantes pelo sucesso do 3° Congresso, Wilson Marques lembrou que todos começaram com um objetivo claro de enfrentar também com vitórias as dificuldades do dia-a-dia da categoria, de preparar as campanhas salariais do ano que vem e de vencer as várias eleições internas da categoria, a dos conselhos de representação dos trabalhadores.


‘O sucesso desse 3° Congresso foi o bom debate, inclusive sobre a sustentação financeira da entidade, afirmou. Destacou ainda que  ‘muitas pessoas de projeção nacional passaram por aqui, inclusive várias lideranças formadas dentro do Sinergia CUT. Precisamos agora garantir a vitória dos nossos representantes em vários níveis. Entre outras tarefas para o ano que vem, precisamos eleger Artur presidente da CUT Nacional e reeleger Tiãozinho deputado estadual e Lula presidente do Brasil’.


Atitude sempre


Para o presidente do Sinergia CUT, o 3° Congresso foi mais que um sucesso: ‘Concluímos os trabalhos com êxito, quer pela competência da organização, quer pela grande participação dos delegados e delegadas, ou ainda pela grande presença de lideranças nacionais’.


Djalma aproveitou a oportunidade para reforçar também que é preciso reeleger os representantes da categoria nas várias instâncias internas das empresas, nas CUTs e principalmente no governo democrático e popular. Disse  mais: ‘Saímos daqui com a certeza de que o Sinergia CUT tomou as atituides certas e necessárias para garantir avanços para a categoria e para a sociedade, já que somos prestadores de serviços públicos’. E concluiu que ‘estamos preparados para enfrentar os desafios e tomar as atitudes que, em todas as frentes,  vão fazer dessa vida uma vida melhor’.

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