Brasil e estado de São Paulo em discussão

05 dezembro 08:45 2005

O segundo dia do 3º Congresso do Sinergia CUT começou agitado, com a presença de várias lideranças políticas. A crise e as perspectivas políticas do estado e do país fizeram parte das exposições do deputado federal Arlindo Chinaglia, do deputado estadual e companheiro Sebastião Arcanjo (Tiãozinho), além do senador Aloizio Mercadante. Também compareceram à mesa de debates o prefeito de Campinas Hélio de Oliveira Santos e o presidente do PT municipal, Gerardo Mendes de Melo.


Arlindo Chinaglia iniciou sua exposição desafiando todos os congressistas a serem cidadãos politizados, que não se influenciam com o que definiu como senso comum: ‘Porque é este senso comum que pretende acabar com a autoridade moral, social e política de toda a esquerda. Estão atacando a nossa história, a nossa luta’.


O deputado reconheceu publicamente que erros foram cometidos e que o PT não pode ser tolerante com qualquer tipo de ”esquema ilícito”. Lembrando a história do partido e a tradição de ética na política, afirmou que é preciso reagir aos ataques: ‘Há meses a esquerda vem sendo espancada. Mas já estamos trabalhando para que o PT continue sendo um instrumento de transformação social para fazer justiça na face da terra, no país e no estado. Não podemos perder a autoridade de fazer o que a gente acredita’.


E finalizou referindo-se ao esquema Marcos Valério, dono de agência de publicidade: ‘Sabemos agora que o DNA da (agência) DNA é tucano. Sem falar que a direita saqueia o país há anos’.


Responsabilidade na luta



Para Chinaglia o retrato do governo Alckmin é a Febem e a privatização: ‘As rebeliões e o pouco caso com a Febem sintetizam a concepção política do atual governo com a educação, saúde e segurança pública. Já as privatizações provocam a queda na qualidade dos serviços em conseqüência do desemprego. Isso vocês conhecem bem’.


Presente em todos os Congressos da categoria, o deputado reconheceu a responsabilidade dos energéticos: ‘Nesse encontro vocês estão obrigados a fazer uma avaliação politizada sobre a sociedade já que são prestadores de serviço público. A reflexão e o debate são o nosso maior alimento. Temos que contar com o movimento sindical para fortalecer nossos argumentos e viabilizar a disputa nas próximas eleições’.


Contra a privatização


O deputado Tiãozinho também fez uma avaliação negativa do governo Alckmin que, para ele, esconde da sociedade os verdadeiros problemas que o estado tem e alimenta uma imagem falsa. Destacou que é preciso organizar uma verdadeira batalha contra a privatização da CTEEP. ‘Cada companheiro tem que sair daqui de cabeça erguida, com garra e vontade para preparar nossa mobilização, o que inclui a greve, para construir a vitória dos trabalhadores no próximo período. Tanto na luta contra a privatização como na disputa eleitoral’.


Antes disso, o prefeito de Campinas saudou os participantes do 3º Congresso vindos dos quatro cantos do estado: ‘Esta é uma grande oportunidade para fortalecer a luta pela preservação do patrimônio público. Parabéns a todos pela disposição de integração e participação’.

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