Reforma Sindical: pressão da CUT e sindicatos impede retrocesso

17 dezembro 11:06 2005

Com o auditório lotado de dirigentes sindicais, a Comissão de Trabalho da Câmara Federal decidiu realizar uma ampla consulta às lideranças  de todo o Brasil antes de formular um novo substitutivo para a Reforma Sindical. A decisão foi aprovada nesta terça-feira (13), em Brasília, durante uma sessão tumultuada e dividida.


De um lado estavam a CUT e outras centrais que defendem liberdade de organização sindical , apoiando o substitutivo do deputado Tarcísio Zimmermman (PT/RS). De outro, as entidades de gaveta,  que querem que tudo continue como está.  Ao final, a solução, acordada depois de consultas às lideranças dos trabalhadores,  acabou suspendendo a votação do polêmico anteprojeto do deputado Marcelo Barbieri (PMDB/SP), que na verdade não mudava nada na organização sindical brasileira.


Uma caravana de dirigentes do Sinergia CUT foi à Brasília para acompanhar o debate e defender uma reforma que garanta a liberdade e autonomia. ‘A participação da militância foi decisiva para evitar o retrocesso, já que as forças conservadoras, os pelegos históricos, não queriam alteração nenhuma na atual estrutura e continuam evitando qualquer avanço’, alertou Artur Henrique da Silva Santos, secretário-geral da CUT e dirigente do Sinergia CUT .


A direção do Sinergia CUT também entendeu que a decisão  de consultar o movimento sindical antes da elaboração de um novo substitutivo foi acertada: ‘Com os debates ampliados nos Estados e acompanhados pelos deputados poderemos avançar na consolidação de um projeto que aperfeiçoe e democratize cada vez mais a estrutura sindical brasileira, fortalecendo as entidades legítimas e representativas’.


Em todos os debates, a CUT continuará defendendo os 12 pontos da Plataforma Democrática da Central.  Dentre eles estão o reconhecimento das centrais sindicais com liberdade na estrutura sindical, o direito de Organização por Local de Trabalho, o fim dos imposto sindical  e das taxas confederativa e assistencial, a instituição da taxa negocial, a punição às práticas anti-sindicais e a não intervenção do Estado nas organizações sindicais.

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