GREVE na CTEEP é contra privatização de Alckmin

19 dezembro 14:35 2005

Para defender o patrimônio público paulista e garantir emprego, direitos e conquistas, os trabalhadores da CTEEP vão à greve nesta segunda (19) para protestar contra a tentativa do governo Alckmin de rifar a mais rentável das estatais energéticas em fevereiro do próximo ano.
A greve de advertência terá a participação dos companheiros de Araraquara, Bauru, Itapetininga, Jupiá, Mococa, Presidente Prudente, Santa Bárbara D´Oeste e Votuporanga.  Haverá interrupção da manutenção preventiva e todos os casos de emergências estarão sob a responsabilidade do comando de Greve.

Os dirigentes do Sinergia CUT consideram a greve como a melhor alternativa para alertar à sociedade sobre os danos da venda da empresa. ‘ A privatização aumentará o risco de apagões e os períodos serão mais longos’, afirma o vice-presidente do Sinergia CUT e presidente do Sindicato dos Eletricitários de Campinas, Wilson Marques de Almeida. ‘Sem contar a nova onda de demissões, da precarização das condições de trabalho e da queda da qualidade da energia que chega à população’, completa.

Não é de hoje que o governo tucano tentar enganar a população paulista.

Diante disso, a greve é um protesto contra Alckmin, que, afirmou ser estratégico manter a empresa de transmissão sob controle do Estado e tempos depois quebrou a promessa para encaminhar projeto de lei à Assembléia Legislativa logo na abertura dos trabalhos.

As desculpas ganham ares ainda mais escandalosos ao verificarmos que o governo tucano usa a venda da CTEEP para prometer o saneamento da geradora CESP, mergulhada em grave crise financeira e endividada em mais de R$ 13 bilhões.  Apesar de vários empréstimos contraídos inclusive junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Para a direção do Sinergia CUT,  todos esses fatos mostram que ‘há má gestão do dinheiro público, pois ninguém sabe também onde foi parar o dinheiro arrecadado com as privatizações anteriores, e oportunismo eleitoreiro do tucano assumidamente pré-candidato ao Palácio do Planalto’.

O Sindicato ressalta também que todas as privatizações já realizadas comprovadamente resultam em aumento abusivo de tarifas e queda da qualidade da energia que chega à população. A greve acontece dois dias antes da Audiência Pública convocada pelo governo estadual para apresentar a minuta do edital e a modelagem de venda da CTEEP.

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