Tucanos promovem festival de evasivas na Audiência da CTEEP

21 dezembro 14:53 2005

A Secretaria Estadual de Energia e Recursos Hídricos e o Programa Estadual de Desestatização (PED) realizaram na manhã desta quarta-feira (21) uma Audiência Pública para dar informações sobre a privatização da CTEEP, marcada para fevereiro de 2006. Mais uma vez, os trabalhadores se depararam com uma farsa em todos os aspectos, pois a meta do tucanato era confundir e não prestar qualquer esclarecimento.

O Sinergia CUT, por sua vez, deu seu recado logo nas primeiras horas da manhã, com faixas em frente da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), local do evento, para protestar contra a venda da CTEEP. Além disso, um panfleto foi distribuído à população com a receita do ‘Picolé de Chuchu’, como é conhecido o governador Alckmin que já virou um especialista em  sucatear o patrimônio público paulista. O bom humor ficou por conta de um trabalhador vestido como o ‘Picolé de Chuchu’, que circulou pelas imediações da Bovespa, e da distribuição do legume a quem passava pelo local.

Durante a Audiência Pública, a tática adotada pelo governo estadual foi enrolar e confundir. A primeira mesa, comandada pelo secretário de Energia Mauro Arce transmitiu os dados iniciais e exibiu um vídeo para ‘promover’ a CTEEP aos futuros compradores.


Após um rápido café, uma nova mesa foi formada para responder às perguntas dos presentes. Foi aí que a farsa começou, pois o próprio presidente do PED, Fernando Carvalho, comandou o festival de respostas evasivas e sem sentido. Em uma de suas intervenções, chegou a insinuar que as empresas vendidas anteriormente serviram para abater a dívida da CESP, atualmente na casa de R$ 12 bilhões. E que o dinheiro arrecadado na venda da CTEEP teria o mesmo destino. O duro é constatar que a dívida não diminuiu. Pelo contrário.

Tal posicionamento gerou a revolta dos presentes, que exigiram transparência e respostas mais claras. E sem discriminação, já que para ter acesso à sala de informações (o famoso dataroom) era necessário o pagamento de pedágio de R$ 50 mil. A farsa foi tamanha que o governo tucano admitiu que não conversou com os trabalhadores nos locais de trabalho para esclarecer sobre o processo de privatização. Algo previsto na lei e que não foi cumprido.

O circo montado pelo tucanato revoltou o dirigente do Sinergia CUT e trabalhador da CTEEP, Francisco Wagner Monteiro, que pediu a palavra e fez vários questionamentos sobre temas como a situação dos aposentados da 4819, AMH, Fundação CESP, entre outros pontos. No final, mais uma vez, respostas evasivas foram proferidas. E a Audiência Pública foi encerrada abruptamente. Como manda o manual de conduta tucano. Lamentável.

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