Se privatizar, é greve por tempo indeterminado

22 dezembro 15:48 2005

Indignados com a insistência do governo de São Paulo de vender a mais lucrativa empresa energética paulista, os trabalhadores da CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista) decidiram antecipar a Campanha Salarial 2006. A decisão foi tomada nas assembléias realizadas durante a greve de advertência da última segunda-feira (29).


O Plano de Luta Contra a Privatização foi aprovado pelos participantes do 3° Congresso do Sinergia CUT, no início de dezembro, e encaminhado para debate e decisão dos trabalhadores da CTEEP na greve de um dia. A categoria também aprovou o Calendário de Luta, que começa depois do Natal, com as assembléias gerais para aprovação da Pauta de Reivindicações na terça (27) e quarta (28).


Um dia depois, na quinta-feira (29), o Sinergia CUT entrega a Pauta de Reivindicações à direção da CTEEP e ao secretário de Energia, reivindicando também a abertura imediata da negociação. Caso contrário, os trabalhadores fazem mais uma greve a partir do dia 9 de janeiro próximo para pressionar o governo tucano a negociar.


Para a direção do Sindicato, ‘a Campanha Salarial Extraordinária dos trabalhadores da CTEEP tem o objetivo de garantir um mínimo de tranqüilidade nesses tempos de ameaça de privatização. Exigimos garantir aos trabalhadores um Acordo Coletivo por três anos, conquista da categoria em todas as outras estatais antes de serem privatizadas. Assim, ficam garantidos também salários, emprego e equiparação de benefícios, mesmo com uma eventual venda’.


Na luta contra a privatização, os energéticos aprovaram ainda que, se as ações judiciais e administrativas encaminhadas pelo Sindicato não impedirem o leilão da CTEEP, a venda será bloqueada pela resistência da luta. Por isso, se o governo Alckmin insistir em manter a venda da empresa no dia 08 de fevereiro, os trabalhadores entram em greve por tempo indeterminado a partir do dia 06 de fevereiro.

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