CPFL concede (in)Feliz 2006 a 8 trabalhadores

04 janeiro 14:49 2006

A CPFL Centrais Elétricas anunciou nesta quarta (04) a demissão de oito trabalhadores que atuavam na Usina Termelétrica Carioba, recentemente desativada pela empresa. Decisão, no mínimo, estranha, pois esses companheiros já estavam atuando em novas funções nas PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas), procedimento previsto no Acordo Coletivo. Ou seja, por medida tomada pela própria CPFL, esses trabalhadores já estavam exercendo novas atividades. Infelizmente, em pleno ano novo, a empresa mudou de idéia e decidiu dispensá-los.


Não custa lembrar que, desde que a desativação da Usina foi anunciada, em meados de 2003, o Sinergia CUT sempre tentou uma saída para que todos os seus trabalhadores fossem reaproveitados em outras funções no Grupo. A usina encerrou oficialmente suas atividades em 31 de dezembro de 2005. De acordo com a carta enviada pela empresa ao Sindicato, as demissões foram necessárias para possibilitar uma reorganização organizacional. Por isso, foi oferecido aos demitidos um pacote previsto na Cláusula 21 do Acordo Coletivo que estabelece, além das verbas rescisórias,  o seguinte:


a- Pagamento de uma indenização especial de 20% (vinte por cento) da
base mensal, multiplicada pelo número de anos de serviço na CPFL,
limitando-se a referida indenização a um teto de 4 (quatro) bases mensais;
b- Garantia de Assistência Médico-Hospitalar por um período de até 12 meses, extensiva aos dependentes legais cadastrados na Empresa;
c- Garantia de Assistência Odontológica por um período de seis meses,
extensiva aos dependentes legais cadastrados no plano vigente;
d- Fornecimento de Vale-Alimentação, nos valores e moldes vigentes, pelo
período de 12 meses;
e- Subsídio para custeio próprio de ações voltadas à capacitação, recolocação e
orientação profissional no mercado. O valor desse subsídio será o
correspondente a um salário-base do empregado, observados os valores
de , no mínimo R$ 1.000,00 (um mil reais) e no máximo R$ 3.000,00 (três mil).
reais).


Mesmo assim, o Sindicato considera que o ideal seria destinar uma nova fase de treinamento para que esses trabalhadores sejam realocados em outras funções no Grupo CPFL.  Diante disso, o Sinergia CUT, se for necessário, tomará as providências judiciais cabíveis.

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