Greve paralisa atividades da CTEEP em todo estado

09 janeiro 12:40 2006

Nem mesmo o forte aparato policial utilizado pelo governo Alckmin conseguiu intimidar os trabalhadores da CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista) que entraram em greve nesta segunda (09) em protesto contra a insistência  do tucanato em privatizar a empresa e também para reivindicar a antecipação da Campanha Salarial 2006.


Participam macivamente do movimento os companheiros de Bauru, Itapetininga, Jupiá, Presidente Prudente, Araraquara, Santa Bárbara D´Oeste, Jales, Botucatu e Votuporanga. Nesses locais, os trabalhadores cruzaram os braços e vêm realizando manifestações.  A expectativa é que a greve continue até que a empresa e a Secretaria de Energia encaminhem uma posição sobre as reivindicações feitas pela categoria referentes ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2006. Em outras localidades, como Chavantes, Baixada Santista, Bom Jardim, Cabreúva, Itanhaém, Serrana, Assis e São Paulo a companheirada participou de assembléias informativas.
 
A greve, que faz parte do Plano de Lutas aprovado pelos trabalhadores nos dias 27 e 28 de dezembro passado, é a melhor alternativa para alertar à sociedade sobre os danos da venda da empresa. A privatização, com certeza, aumentará o risco de apagões, sem contar com nova onda de demissões,  precarização das condições de trabalho e da queda da qualidade da energia que chega à população.


Com relação à antecipação da Campanha Salarial, o objetivo é garantir um mínimo de tranqüilidade nesses tempos de ameaça de privatização. As principais reivindicações são Acordo Coletivo por três anos com garantias também de salários, emprego e equiparação de benefícios, mesmo com uma eventual venda.


A Pauta de Reivindicações foi entregue pelo Sindicato à direção da CTEEP no último dia 03 e, dois dias depois, após montar campana na porta da Secretaria de Energia, o Sinergia CUT conseguiu entregá-la nas mãos do secretário Mauro Arce que se comprometeu a analisar o documento e encaminhá-lo aos órgãos competentes.


Na luta contra a privatização, os energéticos aprovaram ainda que, se as ações judiciais e administrativas encaminhadas pelo Sindicato não impedirem o leilão da CTEEP, a venda será bloqueada pela resistência da luta. Por isso, se o governo Alckmin insistir em manter a venda da empresa no dia 08 de fevereiro, os trabalhadores entram em greve por tempo indeterminado a partir do dia 06 de fevereiro.

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