Conselheiros votam mudanças no PES

18 janeiro 17:33 2006

Uma nova proposta de reestruturação da forma de custeio do PES (Plano Especial de Saúde) deve ser aprovada durante reunião do Conselho de Curadores da Fundação CESP que acontece nesta quinta-feira (19), em São Paulo. Pela nova proposta, apresentada com antecedência aos representantes dos trabalhadores no Conselho, participantes de faixas atualmente subsidiadas devem passar a pagar mais. 


Elaborada pela Fundação CESP e pelo Comitê do PES, a proposta de mudança na sistemática de custeio é mais uma tentativa de garantir a autosustentação do plano, que vem passando por grave crise desde 1999, quando as empresas patrocinadoras deixaram de repassar recursos ao Furpes (Fundo de Reserva do PES).


Criado em 1994, o Furpes era formado por recursos dos trabalhadores da ativa e das empresas patrocinadoras e o fundo era repassado para o patrimônio próprio da Fundação, com a finalidade de custear as despesas médicas dos aposentados. A recusa das patrocinadoras de continuar pagando esvaziou o fundo de reserva e atualmente todas as despesas vêm sendo sustentadas apenas pelas mensalidades do PES-A e do PES-D.


O plano também sofreu conseqüências negativas da privatização, que aumentou o número de trabalhadores aposentados e reduziu drasticamente o pessoal da ativa. A situação ficou ainda mais grave no final de 2004, quando o valor total arrecadado já não cobria todas as despesas médicas. O PES passou então a acumular déficits sucessivos e, apesar de empréstimos contraídos e dos reajustes de mensalidades, continua com uma dívida de cerca de R$ 13 milhões.


Preocupado com a grave situação, o Sinergia CUT sempre buscou a discussão de uma proposta viável e sustentável para a manutenção do PES, inclusive com a reivindicação de que as empresas voltassem a injetar recursos no Furpes . Os representantes dos trabalhadores no Conselho de Curadores também têm pautado essa discussão nos fóruns e instâncias da entidade e da AAFC (Associação dos Aposentados da Fundação CESP).


Mudanças para garantir o PES são urgentes e necessárias, mas a nova proposta de custeio deve trazer prejuízos financeiros para mais da metade dos aposentados, principalmente nas faixas acima dos 50 anos. Por isso, os conselheiros do Sinergia CUT levarão várias ressalvas na reunião do Conselho de Curadores desta quinta-feira. Para garantir que, junto com o aumento da expectativa de vida da população, os aposentados também tenham garantia de qualidade de vida na aposentadoria.

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