Horário de verão evita gasto de mais de US$1 bilhão no Centro-Sul

20 fevereiro 18:00 2006

São Paulo – O horário de verão, que terminou oficialmente à meia noite de sábado, foi responsável por uma economia média de energia em torno de 5% no Centro-Sul do país, além de evitar um gasto de mais de US$ 1 bilhão com a construção de novas usinas na região.


Segundo o levantamento realizado pelo Ministério de Minas e Energia, o horário de verão evitou que o país fosse obrigado a construir novas usinas termelétricas para garantir a demanda de energia nos horários de pico de consumo, economizando US$ 1,1 bilhão.


O sistema, que foi implantado desde 16 de outubro do ano passado e teve a duração de 126 dias, também promoveu uma economia de 4,6% no consumo de energia no horário de pico no Centro-Oeste e no Sudeste, enquanto que no Sul, a marca chegou a 5,6%.


Em toda a região (RS, SC, PR, SP, RJ, MG, ES, MS, MT, GO e Distrito Federal), a energia que deixou de ser consumida no horário de pico chegou a 2.225 MegaWatts, o que é suficiente para abastecer as cidades de Brasília e Curitiba (cerca de 4,5 milhões de habitantes).


O horário de verão foi adotado pela primeira vez em 1931 no Brasil, sendo que até 1967, a medida foi adotada nove vezes. Já a partir de 1985, ele vem ocorrendo sem interrupções, com
mudanças apenas na área atingida e no período de duração.

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