Agressão e perseguição : FNU/CUT repudia violência contra presidente do Sindicato dos Urbanitários do Maranhão

03 março 18:06 2006

A agressão cometida na quinta-feira, dia 23 de fevereiro, pela Policia Militar contra o Presidente do Sindicato dos Urbanitários do Maranhão (STIUMA), Fernando Antonio Pereira, e demais companheiros que realizavam uma manifestação pacífica, protestando contra uma série de demissões na Companhia Energética do Maranhão (CEMAR) e o fechamento de agências de atendimento, é uma atitude deplorável, que relembra os momentos de repressão pelo qual viveu o país durante o período da ditadura militar.


A Federação Nacional dos Urbanitários da CUT (FNU/CUT) pela sua conduta democrática condena tal atitude e exige a apuração imediata dos fatos, pois acredita no respeito ao estado de direito, que permite as representações sindicais de se expressarem a qualquer momento que se faça necessário, principalmente na defesa dos direitos dos trabalhadores.


PROVOCADOR – Neste episódio foi lamentável o papel desempenhado pela Policia Militar do Estado, que em reunião anterior com os dirigentes sindicais havia se comprometido em cumprir um papel de observador, sem usar da força e truculência. Entretanto, não foi esta atitude da corporação, que atacou de forma brutal a direção do STIUMA. De acordo com informações dos trabalhadores, a Direção da CEMAR, na figura do Diretor de Gente, Eduardo Lobo, contribuiu para disseminação da violência ao insuflar os policiais ao confronto com o sindicato, uma prática usual da direção da companhia. Este não é o primeiro embate desta natureza, em outras oportunidades a instituição de segurança pública, que tem como papel servir ao cidadão agiu como se fosse uma empresa privada , tamanho é o aparato de viaturas que se posicionam na porta da empresa a cada manifestação dos trabalhadores.


DEMISSÕES – Em menos de dois anos 550 trabalhadores já foram demitidos, sendo 100 nos dois primeiros meses de 2006, e a meta até o final do ano é demitir 800 companheiros(as) . Este processo cruel e desumano além de gerar tensões, desestruturar famílias, traz consigo prejuízos enormes para a população que sofre com serviços de péssima qualidade. Por isto, entendemos como legitima a movimentação dos trabalhadores e da sua entidade sindical. Não será com violência que se conseguirá desmobilizar a categoria.


A CEMAR por sua vez mostra que não tem compromisso algum em manter uma postura democrática, a sua direção só entende a linguagem da intransigência e das demissões de trabalhadores. Além de usar da violência contra seus funcionários e representantes sindicais. Mas é preciso dar fim a toda esta situação. Neste sentido, foi feita uma queixa crime no 9º Distrito Policial, assim como, foi informado do ocorrido o Governador do Estado, que deverá se posicionar sobre os fatos ocorridos.


A denúncia também será feita a Eletrobrás, que é acionista e parceira do Grupo GP/SVM na administração da empresa e se estenderá ao Ministério do Trabalho e outras instâncias do governo. A FNU/CUT acredita que é chegada à hora de dar um basta a esta situação, com a apuração de todos os fatos que ocorreram, com providências que assegurem o direito a livre manifestação e o fim das demissões.

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