Feliz Dia Internacional da Mulher!

07 março 20:00 2006

Mulheres na condução de grandes veículos como ônibus, microônibus e vans. O que há poucos anos era muito raro acontecer, hoje é cena um tanto mais comum nas ruas e avenidas das grandes cidades brasileiras. Assim também ocorre nas empresas energéticas.


Conhecido predominantemente como masculino, o setor de energia elétrica começa a ser descoberto pelas mulheres como oportunidade de trabalho. Segundo o Dieese, dados de 2004 apontam mais de três mil mulheres nas áreas administrativa, técnica e operacional das empresas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. São eletricistas, técnicas, auxiliares, psicólogas, assistentes sociais, engenheiras, médicas, gerentes, diretoras, dentre outras funções.


Porém, as mulheres ainda são a minoria nessas empresas. Na CPFL, por exemplo, do total dos trabalhadores, 15,6% são mulheres. Na Eletropaulo, essa porcentagem é um pouco maior: 19,5%. Já na Elektro, elas somam 15,5% da totalidade de trabalhadores. É rara a presença das mulheres em cargos de direção ou gerência.


Além de aumentar a participação delas no quadro de pessoal, para o Sinergia CUT, é necessária também a presença feminina nos cargos de direção. Sem falar na equiparação salarial com os homens, uma vez que, ocupando o mesmo cargo que um homem, a mulher chega a ganhar 30% menos.


O Sinergia CUT considera que, felizmente, a discriminação da mulher no trabalho está diminuindo, ainda que lentamente. E, além de parabenizar as mulheres pelo seu dia especial, convida a todas a participar, junto com o Sindicato, da luta contra as diferenças de gênero. Em busca do reconhecimento da indiscutível capacidade feminina, fica um recado para mulheres e homens: feliz Dia Internacional da Mulher! (Débora Piloni)


Mulheres melhoram participação no mercado de trabalho


São Paulo – A cada 100 vagas abertas no mercado de trabalho da região metropolitana de São Paulo, no ano passado, 60 foram ocupadas por mulheres, segundo informa pesquisa divulgada nesta terça-feira, dia 7, pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Com a melhoria do desempenho econômico, a taxa de desemprego para as trabalhadoras caiu, em 2005, de 21,5% para 19,7% da População Economicamente Ativa (PEA), a menor desde 1998.


Entretanto, as mulheres ainda são maioria entre a população que permanece em busca de uma colocação no mercado de trabalho. Do total de desempregados, 54% são mulheres.


A taxa de participação manteve-se estável em 55%, embora no maior nível desde 1985. Para os homens, houve queda de 73% para 72,4%. De acordo com a pesquisa, conseguiram mais êxito na disputa por um dos postos de trabalho as candidatas com idade entre 25 e 39 anos, cuja participação aumentou de 1,1%. Para as que tinham entre 40 e 49 anos, as chances aumentaram 0,4%; para a faixa de 50 a 59 anos, 0,4%; e para as jovens de 18 a 24 anos, 0,1%.


Considerando o aspecto raça, as mulheres negras ampliaram sua participação em 0,9%. O levantamento mostra que a taxa de desemprego para as mulheres negras diminuiu mais do que para as não negras, 5,5% e 10,4%, respectivamente.


Quanto ao nível de escolaridade, a pesquisa indica que as maiores oportunidades foram dadas para as mulheres com curso fundamental completo. Para as candidatas analfabetas e com curso fundamental incompleto, houve redução de 7,7% na taxa de desemprego, enquanto o percentual atingiu queda de 8,7% entre as que apresentavam certificado de conclusão do curso fundamental; de 7,7% para concorrentes com ensino médio completo; e de 6,3% para superior completo. Por setor, quem mais ampliou o número de vagas foi a indústria (+8,8%), seguido pelo comércio (+4,8%), serviços (+4%) e serviços domésticos (+2,1%).


A pesquisa também mostra que, pelo tipo de emprego ofertado, houve redução no rendimento médio de 2,1%. Para os homens, ocorreu o contrário, uma ligeira recuperação de 0,7%. O valor médio por hora trabalhada ficou em torno de R$ 4,87, o equivalente a 75,6% do obtido pelos homens, que passaram a ganhar R$ 6,44. (Agência Brasil)


Reflexão e cidadania marcam o 8 de março em todo o Brasil


A CUT prepara uma agenda de atividades em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Começa com a tradicional ‘Marcha Mundial das Mulheres’, que reúne dirigentes da Central e de sindicatos filiados, entidades representativas, ONGs feministas, secretarias de mulheres de partidos políticos do campo democrático popular, entre outras.


As trabalhadoras vão às ruas, nesta quarta-feira (08), para reivindicar salário mínimo decente; ações contra a pobreza e a violência contra a mulher; a legalização e a descriminalização do aborto e a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres no mercado de trabalho, na vida e no movimento sindical.


Em São Paulo, a concentração será no vão livre do Masp, às 14h. De lá, as manifestantes seguem em passeata na Consolação e encerram a atividade na Praça Ramos de Azevedo. A expectativa é reunir 20 mil trabalhadoras de todo o Brasil.


Outro evento é o Seminário ‘Fortalecer a democracia e valorizar o trabalho na perspectiva de gênero: emprego, renda e ampliação de direitos para trabalhadores e trabalhadoras’,  promovido pela CUT em parceria com a CUT/SP. O seminário acontece na quinta (09), das 14h às 18h, no auditório da CUT. Sinergia CUT sempre presente. (Lílian Parise)


 

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