CUT/SP recebe cerca de 50 mil no Cidadã Mulher

08 março 18:57 2006


Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, a CUT/SP realizou no domingo, dia 5, na Capela do Socorro, zona sul, o programa CUT Cidadã-Mulher. O dia ensolarado animou o público, cerca de 50 mil pessoas passaram pelo local durante o dia. As áreas mais procuradas foram: Documentos (emissão de RG e carteira de trabalho), Saúde (exames de papanicolau, diabete e câncer de mama), Estética (podologia e corte de cabelo) e Direitos (A Comissão da Mulher Advogada da OAB prestou esclarecimentos às trabalhadores sobre direitos trabalhistas e sociais).


Segundo o presidente da CUT/SP, Edílson de Paula, mais uma vez a CUT reforça seu compromisso com a cidadania e com a melhoria da qualidade de vida da população. ‘Esse é o terceiro ano que levamos o programa para a população carente de São Paulo. A finalidade é atender pessoas carentes que têm dificuldades de obter esses serviços na rede pública, também aproveitamos o espaço para fazer uma reflexão dos direitos’, frisa.


Também esteve no evento a coordenadora da Comissão Estadual da Mulher Trabalhadora da CUT/SP, Ivânia Alves, que destacou que as mulheres vêm conquistando merecidamente seu espaço na sociedade, e precisam ampliar suas conquistas. ‘Ao longo dos últimos 20 anos, a Comissão de Mulheres da CUT e as entidades feministas têm promovido ações em defesa dos direitos das trabalhadoras. Algumas das principais conquistas foram: o direito à creche, à licença maternidade, às cotas e à igualdade de oportunidades na vida, no trabalho e no movimento sindical’, complementa.


Edílson criticou a atuação do governo estadual de Geraldo Alckmin (PSDB) que, ao longo dos últimos 12 anos, não tem adotado políticas específicas para as mulheres no Estado de São Paulo. ‘Falta em São Paulo políticas voltadas para a criação de programas habitacionais, geração de emprego e renda, de equipamentos públicos direcionados à educação, qualificação profissional, saúde e ao lazer’, comenta.


O sindicalista ainda ressalta que também é importante investir na instalação de creches nos espaços públicos e nos locais de trabalho e valorizar a luta contra a desigualdade salarial, o racismo e todas as formas de violência contra a mulher. ‘Nosso papel temos feito e vamos pressionar esse governo e o próximo a transformar a questão da mulher como uma prioridade política’, concluiu.

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