Geração de empregos bate recorde

21 março 19:11 2006

O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou nesta terça-feira (21) o primeiro balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) com o número total do primeiro bimestre de 2006: geração de 263.248 empregos formais, recorde histórico desde o início do Cadastro, em 1992. Até então, o melhor resultado para um primeiro bimestre havia sido o de 2004, com a criação de 239.180 postos de trabalho. Só em fevereiro deste ano foram criados 176.632 postos de trabalho com carteira assinada.


Mas, apesar desse bom resultado, o ministro Luiz Marinho alerta que o número não pode ser analisado como uma tendência: ‘É um número bastante razoável e importante, considerando que iniciamos o ano em trajetória de redução dos juros. Não dá para dizer que é uma tendência, mas certamente indica que 2006 será um ano bastante positivo do ponto de vista econômico. Em especial, na referência da geração de empregos’.


Além disso, Marinho destacou a recuperação industrial, a expansão do comércio e os fatores sazonais, como a antecipação da colheita de cana nas regiões sul e sudeste, como co-responsáveis pela geração dos novos postos de trabalho. Desde 2003, início do governo Lula, já foram gerados 3.685.938 empregos com carteira assinada.
 


A CUT avaliou que essa boa notícia ajuda a diminuir o alto grau de informalidade da economia brasileira e vai de encontro à luta do movimento sindical para que mais e mais trabalhadores possam ter emprego com carteira assinada, fator importante de estabilidade emocional e de inclusão social. Mais: para a CUT, é preciso que se avance também na fiscalização, no combate aos sonegadores e que haja políticas econômicas consistentes, que garantam o crescimento econômico e social.


Quem mais gerou emprego – Os setores que mais geraram empregos em fevereiro foram o de serviços, com saldo de 77.966 postos; seguido da agropecuária, com 24.360; da indústria de transformação, com 42.966; do comércio, com 19.258; e da construção civil, com 14.993. Na indústria, 10 dos 12 segmentos cresceram, com destaque para a indústria da borracha (8.506 novos postos), metalúrgica (4.019), têxtil (3.656), química (3.078) e de transporte (2.173). Já a indústria de calçados gerou 2.098 empregos revertendo a tendência apresentada nos três meses anteriores. Nos 12 últimos meses, a indústria de transformação criou 186.860 empregos.


O emprego nas regiões – A única exceção foi o Nordeste, que registrou redução de 27.013 postos. Todas as demais regiões confirmam a regra e apresentaram aumento na geração de empregos, segundo o Caged. O Sudeste registrou 128.525 novas contratações com carteira assinada. São Paulo obteve o melhor resultado (84.858 postos), seguido por Minas Gerais (26.904), Santa Catarina (18.068), Rio Grande do Sul (15.962), Paraná (14.601) e Rio de Janeiro (13.980).

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