Consumo nacional de energia aumentou 5,5% em fevereiro

17 abril 15:59 2006


São Paulo – As temperaturas elevadas tiveram influência principalmente sobre o consumo de energia nos segmentos comercial, com alta de 10,4%; e residencial, que teve crescimento de 5,4% ante o mesmo mês em 2005. O segmento industrial, que respondeu por 43% de toda a energia elétrica consumida no Brasil em fevereiro, permanece com baixa taxa de crescimento, tendo alcançado aumento de 2,1% sobre fevereiro do ano passado. No ano de 2006, o segmento industrial acumula alta de 1,6% sobre os dois primeiros meses em 2005, bem abaixo dos segmentos residencial (3,1%), comercial (7%) e outros (6,7%). A média geral do aumento de consumo de energia acumulado este ano no País é de 3,6%.

Segundo a EPE, o porcentual de crescimento de consumo de energia no segmento industrial, inferior à média do país e das outras classes, indica a manutenção do pouco dinamismo nos índices de produção industrial verificados nos últimos meses do ano passado. Já o grupo formado pela classe rural, poder público, serviços públicos e iluminação pública, representados na tabela de mercado dentro da rubrica `Outros`, obteve alta expressiva de 10,3% no consumo de eletricidade em fevereiro. A prática da irrigação durante períodos de estiagem impactou a demanda nas áreas rurais, enquanto o deslocamento do faturamento de municípios de dezembro de 2005 para janeiro e fevereiro deste ano, motivado por questões orçamentárias, inflou os dados faturados junto aos órgãos públicos.

Ainda segundo a EPE, no caso do setor de comércio e serviços, o maior uso de eletricidade reflete a intensificação do fluxo turístico nessa época do ano, tanto na rede hoteleira quanto em centros de compra. Já no caso residencial, a demanda superior se dá por causa da maior utilização de aparelhos de climatização e refrigeração. Nas residências, o consumo médio por consumidor em fevereiro foi de 146,6 kWh/mês (quilowatt-hora por mês), 2,3% superior ao de fevereiro de 2005, mas ainda assim 19% inferior ao de fevereiro de 2000, ano que precedeu ao programa de racionamento. O número de consumidores residenciais atendidos pelos agentes distribuidores alcançou o número de 48,6 milhões, indicando crescimento de 3,0% sobre fevereiro de 2005.

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