‘Fortalecer a democracia é o nosso lema’ destaca o presidente da CUT/ SP

01 maio 17:37 2006

Democracia é palavra chave neste 1º de maio da CUT que mais uma vez está lotando a avenida Paulista com milhares de pessoas que participam do megaevento, que reúne lideranças políticas e sindicais e começou com shows de artistas populares desde as 11h da manhã. Para reforçar o clima, no palco e nas camisetas, a cor vermelha da CUT incorporou o verde e amarelo da bandeira brasileira.


‘Tudo porque nós queremos é fortalecer a democracia e continuar lutando para que cada vez mais os trabalhadores ocupem espaço nos locais de trabalho, na política ou na sociedade’, explica o presidente da CUT/SP Edílson de Paula. ‘O Brasil não pode voltar ao passado e por isso o fortalecimento da democracia é o nosso lema esse ano’, reforça.


Dentre as bandeiras da CUT estão também Emprego, Renda e Ampliação de Direitos. Apesar de reconhecer que a crise política não afetou a economia, tanto que a maioria das categorias conquistou aumento real de salários nas últimas campanhas salariais, a CUT reivindica que o governo federal invista em um projeto sustentado para o país, baixe as taxas de juros e acabe com o superávit primário. ‘São questões importantes onde o governo Lula pode avançar para gerar mais empregos e aumentar renda, possibilitando que os trabalhadores recuperem o poder de compra’, afirma Edílson.


O presidente da CUT/SP reforça também que os indicadores econômicos positivos do governo democrático e popular devem servir de parâmetro para que ‘os trabalhadores reflitam que tipo de gestão pública querem para o Brasil, se o estado mínimo que desemprega ou um governo comprometido com o povo e que governa para a maioria da população’.


Para a CUT é preciso defender a democracia sempre. ‘Até a crise política, apesar de forçada pela direita, só acontece porque estamos em uma democracia. No governo militar isso não aconteceu’ destaca o presidente da Central de SP. ‘É preciso respeitar todas as instituições, os poderes executivo, legislativo e judiciário, porque são instrumentos da democracia. E qualquer equívoco de quem quer que seja será julgado pela população nas urnas’.


Mais um bom motivo para o movimento sindical cutista trazer a brasilidade à tona. Para o presidente do Sinergia CUT, Djalma de Oliveira, a Central está fazendo muito bem em incorporar o verde e amarelo nesse Dia do Trabalhador: ‘É uma decisão cívica e política que nós temos para esse ano,  com as eleições majoritárias, Copa do Mundo, com o Brasil quebrando a barreira do petróleo e atingindo a autosuficiência. É um momento de trazer o orgulho nacional para cima. A CUT acertou em cheio’.

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