Mercado continua confiante e estima inflação em 4,36%

02 maio 19:02 2006

As previsões para o IPCA deste ano estavam em 4,42% há uma semana. Resultado desta terça ficou mais abaixo em relação à meta, de 4,5%


BRASÍLIA – A confiança do mercado na queda da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2006 continuou forte esta semana. Segundo a pesquisa Focus, do Banco Central, divulgada nesta terça-feira, as estimativas para a taxa no final do ano caíram de 4,42%, na última semana, para 4,36% – representando a quinta queda seguida ds projeções. O resultado fixou-se novamente abaixo da meta estabelecida em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).


Nas projeções das instituições Top 5, as estimativas ficaram estáveis em 4,47% no cenário de médio prazo pela segunda semana seguida. Há quatro semanas, estas previsões estavam em 4,42%.
Para 2007, as estimativas permaneceram inalteradas em 4,50% pela 37ª semana consecutiva. O porcentual esperado equivale à meta central já fixada pelo CMN para o próximo ano.


As projeções de reajuste de preços administrados este ano ficaram estáveis em 4,50% pela sexta semana consecutiva. Para 2007, as previsões de alta dos administrados aumentaram de 4,25% para 4,45%. Esta foi a terceira alta seguida destas projeções, que estavam em 4,10% há quatro semanas.


Selic
O mercado ainda manteve a previsão de que a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a ser realizada em junho, resultará em uma redução de 0,75 ponto porcentual da taxa básica de juro (Selic, atualmente em 15,75% ao ano).


As previsões de juros para os meses de julho, agosto e outubro, em contrapartida, subiram após a divulgação da ata da última reunião do Copom na quinta-feira da semana passada. Para julho, as estimativas de juros aumentaram de 14,50% para 14,75%. Para agosto, as previsões subiram de 14,25% para 14,50% e, para outubro, as estimativas de juros variaram de 14% para 14,25%.


Com as mudanças, o mercado passou a trabalhar com uma expectativa de cortes de 0,25 ponto porcentual a partir de julho. Para o final de 2007, as estimativas continuaram estáveis em 13% pela sexta semana consecutiva.


Dólar
Após duas semanas de estabilidade, as projeções de mercado para a taxa de câmbio no final de maio caíram de R$ 2,14 para R$ 2,12. Para o final do ano, estimou-se, pela sétima semana seguida, que o dólar valerá R$ 2,20.
Para o final de 2007, as previsões de câmbio ficaram estáveis em R$ 2,35 pela terceira semana consecutiva. Há quatro semanas, estas projeções estavam em R$ 2,34.


PIB
Após seis semanas de expectativa de crescimento, as projeções de mercado para a produção industrial deste ano ficaram estáveis em 4,50%. Ao mesmo passo, as estimativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano continuaram em 3,50% pela 52º semana seguida.
O mesmo cenário de estabilidade foi visto no estudo referente a 2007. A produção industrial do ano que vem deve crescer 4,5%, ao passo que o PIB deve atingir 3,7%.


Dívida
Pela nona semana seguida, as previsões do mercado para a dívida líquida do setor público ficaram estáveis em 50,50% do PIB. Na semana passada, o BC havia revisado sua estimativa de dívida líquida do setor público para este ano de 50,50% para 50% do PIB. Para 2007, houve aumento de 49% para 49,05% nas mesmas projeções.
Balança e conta corrente
Segundo levantou a Focus, as projeções de mercado para o superávit da balança comercial neste ano subiram de US$ 40 bilhões para US$ 40,37 bilhões. A alta ocorreu após uma seqüência de 11 semanas seguidas de estabilidade nas previsões.
Apesar do aumento, as estimativas de superávit em conta corrente para este ano continuaram inalteradas em US$ 9 bilhões pela 11º semana consecutiva.
Para 2007, as estimativas de superávit da balança comercial aumentaram de US$ 35,20 bilhões para US$ 36 bilhões. As estimativas de superávit em conta corrente, em contrapartida, ficaram estáveis em US$ 4,50 bilhões pela quarta semana consecutiva.


Investimento estrangeiro
O fluxo de investimento estrangeiro direto (IED) neste deve ser de US$ 15,06 bilhões neste ano, e não mais de US$ 15 bilhões como previu o mercado há uma semana. Apesar da alta, o valor ainda está abaixo dos US$ 18 bilhões esperados pelo próprio BC.
Para 2007, essas estimativas aumentaram de US$ 16,40 bilhões para US$ 16,50 bilhões. (Gustavo Freire)

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