Mais de 1,5 milhão de pessoas lota a Paulista

03 maio 12:59 2006

A Avenida Paulista parecia pequena para receber um mar de gente de todas as idades. Mais de 1,5 milhão de pessoas passou pela avenida símbolo da cidade de São Paulo para participar do megaevento que marcou o Dia Internacional do Trabalhador. Promovido pela CUT/SP há três anos, esse foi certamente o maior 1° de Maio da história dos trabalhadores e trabalhadoras paulistas. Um marco histórico que reuniu CUT, CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), UNE (União Nacional dos Estudantes) e entidades do movimento social na luta em defesa da democracia, emprego, renda e ampliação de direitos.
 
Em meio a apresentações musicais de estilos variados, o ato político começou em grande estilo com a apresentação da Orquestra Bachiana Jovem regida pelo maestro João Carlos Martins. Formada por 35 jovens da periferia de São Paulo, a Orquestra executou uma pequena suíte de Carmem, de Bizet antes de um arranjo especial do Hino Nacional Brasileiro.


Na presença de inúmeras lideranças sindicais e autoridades políticas, o ato político foi conduzido pelo secretário geral da CUT Nacional e dirigente do Sinergia CUT Artur Henrique da Silva Santos. Os oradores foram unânimes ao afirmar que é preciso continuar com os avanços conquistados no governo Lula porque a classe trabalhadora tem lado e defende um projeto de desenvolvimento econômico sustentado e de inclusão social para este país. 


O público respondeu com muito aplauso e palavras de ordem a cada orador. Artur ousou perguntar se queriam a volta do desemprego, das privatizações, do aumento de preços. A resposta foi um sonoro não e a conclusão, óbvia: ‘Então, é Lula outra vez!’.


Fizeram uso da palavra a vice-presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) Louise Caroline, um representante do MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro), a dirigente nacional da CUT Rosane da Silva, o presidente do PCdo B Renato Rabelo, o presidente do PT/SP Paulo Frateschi, o presidente da CGTB, o presidente nacional da CUT João Felício e o presidente da CUT/SP Edilson de Paula.


Para homenagear a classe trabalhadora, a CUT elegeu vários profissionais símbolos das mais diversas áreas. Logo no início do ato político, Edilson entregou uma placa de prata a ‘um grande trabalhador da música brasileira’, o maestro João Carlos Martins que, emocionado agradeceu destacando a honra e a primeira vez de ver sua luta pela música do Brasil ser reconhecida ‘numa festa como essa’.


No encerramento, o presidente da CUT paulista destacou a importância dos trabalhadores que participaram da montagem do palco e de toda a infraestrutura do megaevento. Por fim, a última homenagem veio pelo telão: um vídeo com o testemunho do cosmonauta brasileiro Marcos Pontes, gravado na Rússia, saudando todos os participantes do 1º de Maio da CUT. O maior da história de todos os tempos.

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