Greve continua total nas usinas da CESP

08 maio 18:31 2006

Com cerca de mil trabalhadores das principais usinas do interior de São Paulo em greve desde a manhã de quarta-feira (03) passada, Sinergia CUT (Sindicato dos Energéticos do Estado de SP) e CESP participam de audiência no TRT (Tribunal Regional Eleitoral), em Campinas, na tarde desta terça-feira (09), em mais uma tentativa de conciliação.


A paralisação chega ao sétimo dia com a adesão total de trabalhadores das usinas de Jupiá, Porto Primavera, Três Irmãos e Ilha Solteira, onde o movimento é reforçado pela participação do pessoal do Laboratório e do Almoxarifado. As trocas de turno, os serviços essenciais e os atendimentos de emergência estão sendo mantidos sob controle dos trabalhadores. Nenhum incidente grave foi registrado até agora.


Há quase um ano o Sinergia CUT vem tentando chegar a uma saída negociada com a direção da geradora sobre a forma de distribuição da PRR (Política de Remuneração por Resultados) 2005. O Sinergia CUT reivindica que o montante, equivalente a uma folha de pagamento, seja distribuído igualmente para todos os trabalhadores. A CESP insiste nos 52,5% iguais para todos e 47,5% proporcionais à remuneração


O prazo para que a direção da CESP solucionasse o problema se esgotou na terça (02), já que o Termo Aditivo assinado em junho do ano passado prevê que o pagamento aconteça cinco dias depois de aprovação em reunião da AGO (Assembléia Geral Ordinária), com posterior anuência do Codec. Como a AGO foi realizada no último dia 25, o prazo venceu sem nenhum pagamento aos trabalhadores. Não restou outra saída e os trabalhadores decidiram pela greve por tempo indeterminado em assembléias realizadas em 27 de abril passado.


Ainda assim, o Sindicato continuou tentando esgotar a via negocial. Mas não houve avanços na reunião da última quinta-feira (04), em São Paulo. A CESP manteve a intransigência, alegando que a forma de distribuição da PRR é ‘um problema do Sinergia CUT, já que os demais sindicatos são favoráveis à forma de distribuição proposta’. Frustrada a negociação direta, o Comando de Greve decidiu pela manutenção da paralisação até a audiência convocada pelo TRT, o que foi aprovado pelos trabalhadores.

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