Aneel autoriza reajuste de tarifas no interior de SP e em MG

11 maio 16:00 2006

As novas cobranças valem a partir da próxima quarta-feira
 
BRASÍLIA – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou nesta terça-feira reajuste de tarifas nas cobranças no interior de São Paulo e no Sul de Minas. Os novos valores valem a partir da próxima quarta-feira.


Para a Companhia Nacional de Energia Elétrica (CNEE), o reajuste médio foi de 6,15%. Para os consumidores residenciais houve redução de 3,04%. Porém, segundo o superintendente interino de Regulação Econômica da Aneel, Eduardo Alencastro, o consumidor perceberá um aumento de 2% na conta, com a inclusão do PIS-Cofins, que teve mudança na sua legislação, e não estava embutido no índice calculado pela Aneel.


Para os consumidores industriais, o aumento foi de 11,54%. Com o PIS-Cofins esse aumento deverá ficar em aproximadamente 16%. A CNEE distribui energia para cerca de 38 mil unidades de consumo em 15 municípios do interior do Estado de São Paulo, nas regiões de Catanduva e Novo Horizonte.


Bragantina
Para a Empresa de Eletricidade Bragantina (EEB), a nova cobrança teve um incremento médio de 13,31%, sendo diminuição de 6,31% para consumidores residenciais e aumento de 19,6% para os industriais.


Porém, assim com ocorreu com a CNEE, com a inclusão do PIS-Cofins a alta para os consumidores residenciais chega a aproximadamente 11%, ao passo que os industriais tiveram alta de 24%. A EEB abastece a região de Bragança Paulista e em 10 municípios do Sul de Minas Gerais, como Extrema, a quase 108 mil unidades de consumo.


Caiuá
Já na distribuidora Caiuá Serviços de Eletricidade, que abastece 24 municípios do interior paulista, nas regiões de Presidente Prudente e Presidente Epitácio, foi autorizado um reajuste médio negativo de 1,2%.


Para os consumidores residenciais, a redução foi de 5,01%, mas com a inclusão do PIS-Cofins, a conta de luz dos consumidores deve ficar praticamente inalterada. Já para as indústrias, que recebem energia da empresa, o reajuste autorizado foi positivo em 3,33%. Com a inclusão do novo tributo, pode chegar à casa dos 8%.


Alencastro disse que a Caiuá teve reajuste médio negativo porque, entre outros motivos, passou a adquirir energia mais barata por meio de contratos firmados no primeiro leilão de energia de empreendimentos existentes, (o chamado leilão de energia velha), realizado no fim de 2004. ‘A energia que ela (distribuidora) comprou nesse leilão era mais barata do que ela adquiria em seus contratos anteriores’, afirmou. A Caiuá abastece cerca de 190 mil unidades de consumo.


Paranapanema
As tarifas da Empresa de Eletricidade Vale Paranapanema (EEVP) tiveram um aumento médio de 3,27%. Para os consumidores residenciais, houve ligeira redução de 0,09%, o que, somado à inclusão do PIS-Cofins, resultará em um aumento de 5%. Para as indústrias, o reajuste autorizado foi de 4,38%, podendo chegar a cerca de 9%.


A EEPV fornece energia para 144 mil unidades de consumo em sete municípios do interior de São Paulo, nas regiões de Assis e Tupã. (Leonardo Goy)

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