Edílson de Paula é reeleito

15 maio 16:47 2006


Terminou na noite de sexta-feira, dia 12/05, a eleição que definiu a nova Direção da CUT/SP, que conduzirá a Central Estadual até 2009. Edílson de Paula, químico de São Paulo, que encabeçou a Chapa 2 ‘CUT de luta para avançar nas mudanças’ (composta pelas correntes Trabalho, Corrente Sindical Classista (CSC) e Articulação Sindical) foi reconduzido ao cargo de presidente, vencendo a eleição com 89,9%, totalizando 686 votos válidos.


Em segundo, ficou a Chapa 1 ‘ Resgatar a autonomia para derrotar o neoliberalismo’, encabeçada pelo bancário, Edson Carneiro (da corrente Frente de Esquerda Socialista – FES) com 10,1%, totalizando 77 votos. Participaram da votação 769 delegados e delegadas, sendo que 5 votos foram nulos e 1 branco.


A vitória da Chapa 2 foi comemorada pelos dirigentes que formarão a nova Direção. ‘Nossa meta é fortalecer a unidade no movimento sindical e vamos trabalhar para alcançar esse objetivo’, disse João Batista Gomes, servidor municipal de São Paulo, que representa a Corrente ‘O Trabalho’.


Marcos Emílio, novo Secretário de Políticas Sociais da CUT/SP e da Corrente Sindical Classista (CSC), disse que o Congresso Estadual aconteceu em um momento importante da conjuntura. ‘A nossa responsabilidade é elevar a conscientização da classe trabalhadora e lutar para vencer essa política neoliberal instalada no nosso Estado. Temos que fazer com que o Estado de São Paulo volte a ser uma grande locomotiva’, disse.


O recém-reeleito, Edílson de Paula, fez um discurso emocionado e agradeceu a todos os ramos da CUT pelo apoio à sua candidatura. ‘Foram três anos de muita tensão, mas o importante é que conseguimos vencer todos os obstáculos e quebramos paradigmas, fortalecendo o projeto da CUT Cidadã, de luta e de massa. Nosso desafio agora é continuar nesta linha, combatendo as políticas neoliberais, comandadas pelo bloco PSDB e PFL, que fizeram com que o maior Estado da federação retrocedesse. Outra meta é eleger candidatos que tenham um projeto político que atenda os interesses da classe trabalhadora’, concluiu.

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