Lamentavelmente, outros sindicatos frustram negociação para consenso

17 maio 18:46 2006

Sempre apostando em saídas negociadas antes de qualquer atitude radical, o Sinergia CUT procurou mais uma vez os outros dois sindicatos que negociam com a CESP para novamente tentar chegar a um consenso sobre a forma de distribuição da PRR 2005. Em vão. Contatados oficialmente, os sindicatos dos Eletricitários de São Paulo e dos Engenheiros de SP  recusaram o convite para nova reunião e reforçaram a posição inicial de que o consenso é distribuição de 52,5% fixos e 47,5% proporcionais aos salários.


O compromisso de buscar o consenso foi firmado pelo Sinergia CUT durante audiência de conciliação convocada pelo TRT (Tribunal Regional Eleitoral) da 15ª Região, em Campinas, e realizada na tarde do último dia 10. Foi também para buscar a negociação e garantir o pagamento da PRR ainda em maio que os trabalhadores das principais usinas do interior de SP, em assembléias realizadas na manhã da mesma quarta-feira, suspenderam a greve vitoriosa de oito dias. 


A CESP já chegou ao TRT disposta a radicalizar para forçar o julgamento do dissídio. Diante do  impasse criado pela empresa, o próprio juiz propôs a distribuição gradativa da PRR, com 60% iguais para todos e 40% proporcionais à remuneração. Em mais uma demonstração de intransigência, a CESP rejeitou a proposta do TRT. O Sindicato se dispôs a buscar nova negociação para garantir o pagamento ainda em maio.


Mas, em duas cartas idênticas, os sindicatos responderam com a mesma desculpa de impossibilidade por ‘compromissos agendados anteriormente’ e a mesma manifestação contrária com o reforço de que ‘mantém o posicionamento de que a PRR seja paga integralmente de forma proporcional ao salário’. Por fim, as duas entidades destacam que, caso não seja mantida a forma de distribuição definida na última reunião com a empresa, vão defender a proposta da CESP de que ‘a PRR seja paga por base de cada sindicato, distribuindo-a conforme aprovado pela respectiva categoria’.


Sendo assim, antes de encerrado o prazo de dez dias de suspensão do processo, o Sinergia CUT comunicará  ao TRT que lamentavelmente os outros dois sindicatos frustraram nova tentativa de negociação. Depois disso, O TRT deverá marcar a sessão de julgamento. Aguarde novas informações. 

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