Sinergia CUT faz assembléias para debater proposta do CMS Energy

17 maio 15:47 2006

De hoje até a próxima sexta-feira (19), os trabalhadores do Grupo CMS estão participando de assembléias especialmente convocadas para deliberar sobre a proposta final negociada com o Sinergia CUT na terceira rodada de negociação, realizada na última segunda-feira (15).


A proposta é de 3,4% de reajuste salarial (IPC-FIPE) mais 0,5% de aumento real a partir de dezembro e R$ 1.500 de PLR com pagamento ainda em maio. No econômico, a proposta inclui ainda auxílio-farmácia de R$ 80 e o piso salarial passaria a ser de R$ 670. O empréstimo de férias seria de 50% do salário, aumentando a divisão de quatro para cinco parcelas O ACT teria validade por dois anos e seria único para todas as empresas do Grupo.
 


A negociação garantiu ainda o compromisso de avaliação anual de implementação do calendário de compensação de pontes entre feriados e de inserir o precedente normativo 85 do INSS na cláusula 10ª do Acordo vigente, garantindo aos pré-aposentáveis um ano de estabilidade desde que não eles não infrinjam as regras do Código de Ética e Conduta.


Quanto à assistência odontológica, o CMS tem prazo de quatro meses para apresentar uma alternativa de assistência, desde que não implique em aumento de custo. Mais: a empresa complementará os benefícios do INSS, podendo prorrogar por mais seis meses em caso de afastamento por doença e ou acidente de trabalho.


Para a direção do Sinergia CUT foram ‘a união dos trabalhadores e a capacidade de negociação do Sindicato que conquistaram avanços na última rodada, uma vez que a empresa vinha apresentando propostas insuficientes, que não atendiam às necessidades da categoria’.


Vale lembrar que o CMS começou com uma proposta de reajuste de 2,5%, piso de R$ 667, PLR de R$ 1.350 (em duas vezes). Já na segunda rodada, propôs reajuste salarial de 3,3%, piso salarial de R$ 670 e PLR de R$ 1.440 (parcela única). As duas propostas foram rejeitadas na mesa de negociação.

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