CS 2006: CPFL insiste em negociar junto com os SIMdiAnteros. Sinergia CUT é forçado a sair da mesa

07 junho 09:34 2006

Participando do Clube do Bilhão e apresentando constantes e exorbitantes lucros, a CPFL, na abertura da segunda rodada de negociação, ocorrida nesta terça (06), obrigou o Sinergia CUT a se retirar da sala de reunião uma vez que continuou insistindo em mesa única, incluindo os SIMdiANTEROs.


Bom esclarecer que, antes de se ausentar da negociação, o Sindicato fez três propostas de composição de mesa: 1) Mesa com a mesma composição dos últimos anos; 2) Mesa conjunta com todos os sindicatos, exceto os SIMdiANTEROs; 3) Mesa conjunta com todos os sindicatos, inclusive os SIMdiANTEROs, desde que respeitada a proporcionalidade e o Sinergia CUT estivesse representado e assinasse o ACT. A CPFL rejeitou todas as propostas comprovando, mais uma vez, que a intransigência permanece do lado oposto dos trabalhadores.


Túnel do tempo
Os SIMdiANTEROs foram criados em 1989 pela própria CPFL com o objetivo de desestruturar o Sinergia CUT. Todos foram montados pelo então presidente da CPFL Antero Patrício Silvestre. Ele usou o dinheiro da empresa para financiar tais ‘sindicatos’. A CPFL pagou os honorários dos advogados para realizar as assembléias  de ‘entidades’ atreladas à empresa. Por isso, o apelido de SIMdiANTEROs.


Foram eles os responsáveis, em 1990, por tremendos prejuízos à categoria, uma vez que o acordo ignorava o índice de correção da época (a URP), o que fez com que os trabalhadores perdessem uma quantia equivalente a quase três salários. E que só foi reconquistado pelo nosso Sindicato dos Eletricitários de Campinas (Sinergia CUT) após longa batalha judicial.


Muitas outras barbaridades foram cometidas por esses sindicatos. Em 99, por exemplo, a CGT assinou o acordo que ficou famoso e conhecido como ‘Fica Extinto’, uma vez que suprimiu diversas cláusulas de garantias dos direitos conquistados em anos de luta dos trabalhadores.


No ano passado, enquanto os demais sindicatos assinavam ACTs com reajustes de 8,25%, a CGT assinou com a Bandeirante um Acordo com 6% de reajuste. E neste ano de 2006, em clara demonstração de peleguismo, a CGT fechou o ACT com a Bandeirante alterando a data-base da categoria de 1º de junho para 1º de novembro. Tudo em troca de um abono de 18% do salário-base + ATS e um fixo de R$ 150.


União e mobilização
Por tudo isso é de se estranhar (e muito!!!) a insistência da CPFL para que o Sinergia CUT negocie o ACT dos trabalhadores junto com essas entidades. O que, diga-se de passagem, nunca ocorreu desde a criação desses sindicatos pela empresa.


O Sinergia CUT, Sindicato que representa toda a categoria na mesa de negociação, tem o dever de defender um ACT que garanta a manutenção de direitos adquiridos e as novas conquistas, uma vez que a empresa apresenta condições financeiras para avançar e investir mais em seus ‘colaboradores’.


O Sinergia CUT fará assembléias com os trabalhadores da CPFL para discussão e deliberação do Plano de Lutas que prevê paralisação de uma hora a partir da próxima segunda (12), dia da próxima rodada. Participe!


Em tempo: o índice de reajuste apresentado pela CPFL  aos demais sindicatos foi de 3%. Mais nada. Nem mesmo a prorrogação do ACT, que vence no ano que vem

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