Artur é o novo presidente da CUT Nacional

12 junho 19:13 2006

Na manhã de sexta-feira (09), os delegados que participaram do 9° CONCUT (Congresso Nacional da CUT), no Palácio de Convenções do Anhembi, elegeram o eletricitário e sociólogo Artur Henrique da Silva Santos o novo presidente da maior central sindical da América Latina. A chapa encabeçada por Artur foi a Chapa 3 – Por uma CUT de Luta, Classista, Democrática e pela Base – formada pela corrente Articulação Sindical (ArtSind) e pela CUT Socialista e Democrática (CSD), que recebeu 1.639 dos votos válidos (68,49%).


A Chapa 2  – Autônoma, Unitária e de Luta – encabeçada pelo metroviário Wagner Gomes, composta pela Corrente Sindical Classista (CSC), Articulação de Esquerda, O Trabalho e Tendência Marxista, ficou com 583 votos (24,36%). A Chapa 1 – Por uma CUT independente, democrática e de luta – encabeçada pela professora estadual do Piauí Lujan Miranda, formada pela Frente de Esquerda Socialista (FES), Avançar a Luta Socialista, Sindicalismo Socialista Brasileiro, O Trabalho e independentes, contabilizou 152 votos (6,35%). Os votos nulos somaram 18 (0,76%) e apenas um (0,04%) branco. O total geral de votantes foi de 2.393 delegados. A apuração terminou por volta das 17h.


Eleito presidente da maior central da América Latina e quinta maior do mundo, Artur deve comandar a direção colegiada pelos próximos três anos. ‘O nosso desafio é organizar os trabalhadores na disputa de um projeto que atenda as suas reais necessidades e direitos. Queremos engajar toda a sociedade brasileira neste debate de desenvolvimento nacional. E o candidato que tem demonstrado compromisso com esse projeto é o presidente Lula, que vamos trabalhar para reelegê-lo’, afirmou o novo presidente.


Vale lembrar um pouco da trajetória desse eletricitário que assume o comando da Central Única dos Trabalhadores a partir de agora.  Uma história de luta que se confunde com a luta dos energéticos e com história do Sinergia CUT. Uma capacidade de liderança que faz história também na Federação Nacional dos Urbanitários e na Central Única dos Trabalhadores.


É com esse perfil de enorme capacidade de organizar, mobilizar e negociar que Arturassume a presidência da maior e mais combativa central sindical do Brasil. Motivos não faltam para fazer de Artur a principal liderança do movimento sindical combativo.  Sua militância começou  junto com a fundação da CUT. Em 1983, foi eleito conselheiro representante dos trabalhadores da CPFL. Em 1987, ajudou a expulsar os pelegos do Sindicato dos Eletricitários de Campinas, entidade que foi pioneira em proibir o desconto do imposto sindical.


Alguns anos depois, liderou a  união de eletricitários e gasistas em uma nova entidade – o Sinergia CUT – que desafiou a legislação ultrapassada e virou referência de liberdade e autonomia sindical na prática. Antes disso, liderou também  a luta de resistência à privataria que o governo tucano impôs ao setor energético. Apesar da liqüidação do patrimônio público, o Sinergia CUT conseguiu impedir demissões em massa e garantir a participação de representantes dos trabalhadores nos Conselhos de Administração das empresas privatizadas.


Foi depois secretário de Formação da CUT/SP, secretário de Organização da CUT, representante dos trabalhadores no Fórum Nacional do Trabalho e secretário Geral Nacional. Sem nunca deixar de ser energético, por onde passa Artur  deixa a marca registrada pela capacidade de levantar bandeiras e construir trincheiras. Teve papel decisivo na reestruturação dos ramos e das CUTs estaduais, no debate da proposta de reforma sindical, na construção da  Agenda dos Trabalhadores e na mobilização da II Marcha Nacional pelo Salário Mínimo.


Tem habilidade e determinação para garantir a unidade dos trabalhadores com uma gestão democrática para fazer da CUT uma central cada vez mais combativa e soberana na perspectiva da construção de uma sociedade democrática e socialista. Sem medo da luta pela reeleição de Lula, para garantir avanços na geração de emprego com  crescimento sustentável, distribuição de renda e justiça social. Isso também é Sinergia CUT.


Nova Direção e representação de SP


A nova direção comandará a CUT Nacional até 2009. A Chapa 1 não alcançou a porcentagem de 10% e, portanto, não participará da Direção. Na base da CUT/SP São Paulo, foram eleitos os seguintes dirigentes: Artur Henrique da Silva Santos (Sinergia CUT), João Felício (Apeoesp), Denise Mota Dau (CNTSS e Sindsaúde), José Lopez Feijoó (Metalúrgicos do ABC), Wagner Freitas (CONTRAF-CUT), Carlos Henrique (CONFETAM-CUT) e Antonio Carlos Spis (Petroleiros).


 

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