Greve pára a CTEEP

26 junho 16:53 2006

A resistência contra a privatização da CTEEP continua crescendo. A greve por tempo indeterminado começou na manhã desta segunda-feira (26), com a participação de milhares de trabalhadores dispostos a resistir contra a venda da maior e mais rentável empresa de transmissão.


As maiores paralisações envolvem os companheiros da CTEEP em Bauru, Santa Bárbara D”Oeste, Jupiá, Itapetininga, Presidente Prudente e Votuporanga.


Ato de protesto – Em Bauru, a greve contou com o apoio e a presença de dois dirigentes do Sinergia CUT que ocupam atualmente cargos de importância nacional –  Artur Henrique da Silva Santos, recém-eleito presidente da CUT Nacional, e Sebastião Arcanjo (Tiãozinho – PT), deputado estadual que voltou a presidir a Comissão de Obras e Serviços Públicos.


Mesmo debaixo de chuva, os dois energéticos falaram aos cerca de 200 trabalhadores em greve, em um ato de protesto em frente à sede da empresa, às margens da rodovia Marechal Rondon. Participaram do ato também vários dirigentes do Sinergia CUT, inclusive o vice-presidente Wilson Marques de Almeida.


Censura tucana – O presidente da CUT destacou os doze anos de desgoverno tucano em São Paulo e os dez anos da privataria que acabou com o patrimônio público dos paulistas: ‘Jogaram tudo nas mãos da iniciativa privada. Telefonia, estradas, energia, sem que se saiba onde foi parar o dinheiro’.


Lembrando da censura imposta ao Jornal da CUT SP que faz um balanço dos 12 anos de desgoverno tucano e do novo pedido de liminar contra o programa ReperCUTe, Artur afirmou que ‘quando denunciamos os estragos causados pela privatização a qualquer preço, sem que nenhum dinheiro fosse investido em saúde e educação como prometeram, tentam calar a voz dos trabalhadores’.


Insegurança pública – O deputado Tiãozinho,  reafirmou que o atual candidato tucano à Presidência da República pretende sinalizar ao mercado que levará esse projeto de privatização para o Palácio do Planalto, caso seja eleito.


‘Esquece que comandou um governo sofrível para o povo paulista sob todos os aspectos, o que ficou demonstrado inclusive pelos dias de pânico que tomaram conta de São Paulo sob domínio de uma facção criminosa’, disse.


Greve continua – A greve continua, com a paralisação total das atividades e a manutenção dos serviços essenciais sob controle dos trabalhadores, inclusive para garantir a transmissão dos jogos do Brasil na Copa.

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