Leilão A-3 resultará em investimento de US$ 1,4 bilhão em 18 novas usinas, diz Tolmasquim

30 junho 12:40 2006

O encerramento do leilão de energia nova A-3, na madrugada desta sexta-feira, 30 de junho, marcou o final da transição entre modelos de comercialização de energia no país. Os dados finais do leilão, encerrado às 4:11 horas – pouco mais de 16 horas após o início – mostram que 18 usinas ‘novas-novas’ serão construídas, num investimento total estimado em US$ 1,4 bilhão.


Das usinas novas, sete são pequenas centrais hidrelétricas e 11 térmicas – três à biomassa e oito movidas a óleo diesel e combustível. Na avaliação do presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, o leilão foi ‘o mais interessante realizado desde o início do novo modelo’, uma vez que houve sobreoferta capaz de garantir a competitividade da licitação.


Tolmasquim destacou que toda a demanda das distribuidoras, de 1.616 MW, foi contratada. Esse valor, explicou, correspondia ao montante de 4,5% da energia não contratada no primeiro leilão de energia nova, para entrega em 2009. Segundo ele, o volume de energia vendido ficou em 1.682 MW, sendo 1.028 MW de fonte hídrica e 654 MW de térmicas.


O leilão, salientou, mostrou-se surpreendente pela quantidade de energia contratada por fontes hídricas. Segundo ele, o volume contratado pela fonte hídrica é equivalente a 60% da carga total negociada, sendo este leilão mais apropriado para as térmicas. Além disso, contou, o leilão permitiu a negociação de energia botox de forma que o volume remanescente pode ser considerado como ‘resíduo’. (Fábio Couto)

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