CPFL Energia propõe 4%. Sai da mesa com cartão amarelo

04 julho 20:42 2006

O Sinergia CUT rejeitou na mesa mais uma proposta apresentada pelos negociadores da CPFL Energia. Na quinta rodada de negociação, realizada nesta terça (03) em Campinas, a empresa propôs 4% de reajuste nos salários (inclusive da Tabela) e benefícios, com exceção do VA que seria reajustado em 10% e teria aumento no subsídio da empresa: 70% na 1a faixa, 60% na 2a e 40% na 3a..


Na PLR que já foi a maior do Brasil, além dos 4% de reajuste, seria pago um valor extraordinário (sem incorporação) fixo de R$ 300. Nada de prorrogação do Acordo Coletivo. Muito menos a extensão da Política de Emprego para os trabalhadores da Piratininga. Aí, o único compromisso que resolveu assumir foi o de garantir por escrito que não haverá reestruturação na Piratininga até maio de 2007, mantendo o quadro mínimo em 1090.


O jogo – Nesse jogo do bilhão contra o tostão, os cartolas da CPFL agem com a mesma arrogância de Parreira e sua equipe de jogadores bilionários que nunca formaram um time de verdade: tenta vender aos trabalhadores a ilusão de que esta é uma proposta imbatível.


Mas, assim como o quadrado mágico nunca entrou em campo, a tática dos cartolas da empresa também fracassa ao não querer discutir a prorrogação do Acordo Coletivo e outras importantes reivindicações da pauta dos trabalhadores.


O ‘bicho’ – Batendo recordes de lucro a cada ano, a CPFL  passou a atuar no Clube do Bilhão. As tarifas não deixaram por menos: de 1998 até 2005 tiveram aumento de 201,15%, enquanto a inflação medida pelo IPCA ficou em 76,76%.


Mas, na hora de dividir esse belo resultado com o time todo, a empresa faz mágica e o ‘bicho’ some, feito o quadrado da seleção. Considerada a maior do Brasil em 1998, o valor da PLR da CPFL só vem diminuindo desde 2001.
 
Assim, a empresa tenta dar um chapéu também na alta produtividade dos trabalhadores. E ainda insiste em retomar a negociação em agosto próximo. Vai levar cartão vermelho.


O fracasso – Mas não foi por falta de aviso que a cartolagem da CPFL fracassou na mesa de negociação. O Sinergia CUT já alertou que a proposta está aquém das expectativas da categoria que vai dar de goleada na próxima fase da CS 2006.


Nosso time é campeão e dá show de bola


Ao contrário da seleção de Parreira, o time dos trabalhadores vai entrar em campo cheio de garra para a vitória. As mobilizações pipoca realizadas na semana passada foram só o aquecimento.


A partir desta quarta (05), a categoria se reúne em assembléias para definir o esquema tático. A ordem é participar das paralisações de advertência que começam na semana que vem, dando uma demonstração de união, garra e disposição de luta no coletivo.
Porque se o hexa não vem, essa é a nossa luta!

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