CS 2006: CPFL quer levar no tapetão

07 julho 15:25 2006


Há algo de podre no jogo da Camapnha Salarial 2006. Tudo está sendo armado pela CPFL Energia e pelo consultor contratado para encerrar a partida antes do tempo regulamentar, abandonando a mesa de negociação para tentar levar no tapetão.
Pior: a cartolagem da empresa já combinou o jogo com quem finge atuar no time dos trabalhadores mas ajeita o meião na hora do impedimento.
É por respeitar a camisa e a torcida que, como sempre, o Sinergia CUT vem  informar a verdade do que acontece nos bastidores.


Os fatos
Ao contrário do que havia sido dito na ultima rodada de negociação, conforme o Sindicato já informou aos trabalhadores, o consultor terceirizado comunicou, por telefone e na noite de terça (04), que a proposta apresentada seria a última e que não haveria nova reunião.
No dia seguinte, a empresa divulgou aos trabalhadores folhetim eletrônico reforçando que a proposta era a última, fruto de ‘derradeiro esforço e ultrapassando os limites traçados’.    
Na última quinta (06), o Sinergia CUT foi surpreendido com uma mensagem eletrônica da CPFL no mínimo estranha: um convite para que o Sindicato participasse de audiência nesta sexta (07) no TRT de São Paulo. Detalhe: a audiência acontece dentro do processo entre o Sintius e a Piratininga.


Os bastidores
É armação. E mais uma vez a maracutaia aparece. O que a CPFL pretende é legitimar a proposta apresentada para fechar rapidinho um Acordo Coletivo que não contempla a pauta aprovada pelos trabalhadores. É o jogo do bilhão contra o tostão.
Pior: num jogo de cena, os sindianteros e o sindicato da CGT certamente estarão presentes na audiência, sempre prontos a dizer sim à empresa.


A verdade
O fato é que a CPFL continua intransigente e insiste em não prorrogar o ACT porque quer ter total liberdade para demitir.
Outra cilada é a proposta de antecipar a negociação do ano que vem, antes da revisão tarifária. Assim a empresa quer se livrar da Política de Emprego para se adequar à Empresa de Referência virtual, que prevê um quadro de pessoal muito menor do que o real.
E ainda pretende fazer tudo com a concordância das entidades sindicais. Esquece que o Sinergia CUT não abre mão da prorrogação para garantir o emprego e conquistas históricas, além da equiparação dos Acordos da Paulista e da Piratininga.


O consenso
Apostando na unidade da categoria, o Sinergia CUT até participou de reuniões com as demais entidades. A proposta econômica de consenso entre os sindicatos é de 4,5% de reajuste nos salários e benefícios, 10% no VA e VR, R$ 350 a mais na PLR com incorporação no montante.


A diferença
Assim como os trabalhadores, o Sinergia CUT reivindica a prorrogação do Acordo Coletivo da Paulista, garantindo o emprego dos trabalhadores. Além disso, não abre mão de que a cláusula de Política de Emprego seja incorporada ao Acordo da Piratininga, acabando com a discriminação entre os trabalhadores da CPFL Energia.


A posição do Sinergia CUT
O Sinergia CUT, que sempre privilegiou a mesa de negociação, já encaminhou correspondência à CPFL para a retomada urgente da  negociação na próxima segunda (10), às 10h, na sede do Sindicato em Campinas.
Mas vamos continuar apostando na mobilização, intensificando o Plano de Luta, para pressionar a empresa a negociar uma proposta digna que atenda as reivindicações da categoria.

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