Proposta da Tietê leva cartão vermelho

12 julho 15:06 2006

Considerada uma empresa top de linha, a AES Tietê vem tratando os trabalhadores com com pouco caso quando a hora é de reconhecer o empenho de todos nas várias conquistas de repercussão nacional. Essa hora é agora, durante a Campanha Salarial, quando as reivindicações dos trabalhadores entram em campo para negociação.


Mas os representantes da empresa estão jogando duro e se limitam a apresentar uma proposta que não atende às justas reivindicações do time dos trabalhadores. Essa é a avaliação é da direção do Sinergia CUT e foi feita durante a sexta rodada de negociação com a AES Tietê, realizada na última terça-feira (11), em São Paulo.


Proposta ‘final’
Pouco antes, os negociadores da empresa apresentaram o que afirmaram ser sua proposta final:  4% de reajuste nos salários e benefícios, abono de R$ 450, 6,25% de reajuste no adicional de turno, férias parceladas para os trabalhadores com mais de 50 anos e vigência do Acordo Coletivo por dois anos.


O VR seria de R$ 575, com redução da participação dos trabalhadores, que variam de R$ 12,70 para salários até R$ 2.025 até R$ 84,70 para salários acima de R$ 8.101.


Além disso, a AES Tietê só se comprometeu a negociar futuramente a regulamentação do Banco de Horas.


Proposta rejeitada
Apesar de alguns avanços, a AES Tietê nada apresentou sobre a negociação da redução das tarifas bancárias, nem qualquer estudo para melhorar  a concessão da Bolsa de Estudo.


E, pela experiência que o Sinergia CUT acumula sobre as famosas Cartas Paralelas, é sabido que os problemas acabam se transformando em eternas pendências.


Sem falar que a empresa pode avançar ainda nos 4% propostos para reajustar salários: a AES Tietê é a campeã no ranking nacional de rentabilidade, é a primeira melhor empresa de serviços públicos e foi a empresa energética que mais distribuiu dividendos aos acionistas. É uma geradora mais que saudável e não pode ficar a reboque da AES Eletropaulo.


Mais Café no Portão
Por tudo isso, o Sinergia CUT rejeitou a proposta na mesa. Já avisou também que encaminhará a proposta para rejeição dos trabalhadores em assembléias que estão sendo realizadas a partir desta quarta (12). 


E, para continuar pressionando avanços, os trabalhadores já estão intensificando o pique de mobilização nos famosos Cafés no Portão. O exemplo do pessoal de Bariri, Ibitinga e Barra Bonita foi só o aquecimento. Está chegando a hora de ir para o contra ataque.

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