CESP mantém os 4,3%

14 julho 15:45 2006

A direção da CESP manteve os 4,3% de reajuste nos salários, um mix dos 1,96% do IPC mais 2,3% de aumento real, durante a quarta rodada de negociação realizada na tarde da última quinta-feira (13).
A proposta final manteve também reajustes diferenciados para os benefícios: 4,48% no vale alimentação e lanche matinal, que passariam para R$ 350, e 5% no auxílio creche, que iria para R$ 315. A cesta básica seria reajustada em 5,31%, passando para R$ 108.
O VA e a cesta teriam mudanças na participação dos trabalhadores – o cálculo passaria a ser sobre o salário nominal e não mais sobre a remuneração. Os dois benefícios seriam pagos juntos no dia 1° de cada mês.


Mais benefícios
A CESP atendeu reivindicação do Sinergia CUT e ampliou a participação simbólica de R$ 0,01 para os salários até R$ 2.000. A partir daí a participação seria de 3% (salários de R$ 2.001 a R$ R$ 2.300), 5% (salários de R$ 2.301 a R$ 2.600), 7% (de R$ 2.601 a R$ 2.900), 10% (de R$ 2.901 a R$ 3.200) e de 13% (acima de R$ 3.201).
A participação na cesta básica agora seria  de 5% para salários até R$ 2.000, de 15% para os salários de R$ 2.001 a R$ 2.600 e de 25% para salários de R$ 2.601 a R$ 3.200.


PRR maior
A empresa também reajustou o montante da PRR 2007, com uma folha acrescida dos adicionais fixos e variáveis. A negociação de metas e forma de distribuição aconteceria até novembro próximo.
Manteve também 2% da folha para mérito e promoções no PCS e acatou a reivindicação do Sinergia CUT de garantir o parcelamento das férias para os trabalhadores acima dos 50 anos.
Os demais benefícios econômicos seriam reajustados em 4,3%, inclusive o montante destinado a Bolsa de Estudos, que passaria para R$ 183.000.


Compromissos
Depois de assinado o Acordo Coletivo, a direção da CESP assumiria três compromissos com o Sinergia CUT para trazer benefícios aos trabalhadores. O primeiro é a de esclarecer oficialmente e padronizar procedimentos para o pagamento da função acessória.
O segundo compromisso seria o de buscar negociação para viabilizar a redução das tarifas bancárias.
Por fim, CESP e Sinergia CUT negociaram, durante as reuniões bimestrais, eventuais desvios de função e a verba necessária para corrigir distorções, além de mudanças no plano previdenciário e na AMH da Fundação CESP.
Mas a proposta final da empresa continua sendo a de vigência do ACT por mais um ano, incluindo a cláusula de Gerenciamento de Pessoal.


Assembléias
A partir desta sexta (14), o Sinergia CUT realiza assembléias nos locais de trabalho para detalhar a proposta final da CESP. Participe! Se o hexa não veio, essa é a nossa luta!

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