‘Investir em comunicação é prioridade’

28 julho 17:27 2006

Bancários de todo país se reuniram na quarta-feira, dia 26 de julho, para debater um tema que é importante para os trabalhadores: como democratizar os meios de comunicação no Brasil.
A iniciativa foi da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (CONTRAF-CUT) que realizou o 1º Encontro de Comunicação que aconteceu no Anhembi, em São Paulo.
Durante a atividade, o presidente da CONTRAF-CUT, Wagner Freitas, destacou a ousadia do movimento sindical cutista que sempre lutou galhardamente contra os ataques da grande imprensa, monopolizada pela elite. ‘O que a mídia faz hoje é descontruir a imagem do nosso presidente só porque é oriundo do meio sindical e porque acredita, assim como nós, na construção de um Brasil melhor e justo para os trabalhadores. O que é interessante é que a mídia se surpreende com a nossa capacidade de enfrentamento’, conta.


Para aprofundar o assunto, foram convidados o Secretário de Imprensa e Divulgação da CUT/SP, Daniel Reis, e a Secretária de Comunicação da CUT Nacional, Rosane Bertotti. A mesa foi coordenada pelo diretor de imprensa da entidade, William Mendes.
 
Daniel, diretor executivo do Sindicato dos Bancários de Sao Paulo, eleito para a Secretaria em maio deste ano, abriu a palestra abordando que os desafios da CUT/SP são analisar o tamanho da imprensa sindical no Estado e construir uma política estadual de comunicação que busque integrar todos os ramos filiados à CUT. ‘Temos 330 sindicatos filiados, que representam 3,5 milhoes de trabalhadores, e 10 mil sindicalistas. Precisamos saber o potencial desse mercado, ou seja, quantos veículos de comunicaçao, têves e rádios comunitárias existem nas regiões, para que possamos fazer uma interlocução com os trabalhadores ‘, conta.


O sindicalista comentou que os principais produtos elaborados pela CUT/SP são: a Revista da CUT/SP, o Jornal temático, o site da CUT/SP e a Revista do Brasil — principais carros-chefes.


Investimento e Revista do Brasil
Daniel chamou a atenção que a comunicação não pode ser vista como despesa. ‘Se tiver que cortar gastos, corte os carros, o cafezinho, mas o Jornal de jeito nenhum. Portanto, nossos dirigentes devem ter essa consciência que investir em comunicação é prioridade’, conta.
O Secretário de Imprensa ressaltou que o nascimento da Revista Brasil, projeto idealizado por um conjunto de sindicatos cutistas, é uma grande experiência de comunicação que deve ser abraçada por todo o movimento sindical. ‘Essa Revista nasceu com o objetivo de fazer um contraponto com a imprensa oficial, que não aborda com profundidade e imparcialidade os problemas do nosso país’.


Daniel ainda frisou que a RB, que já está na 3º edição, em breve estará nas bancas e disputará espaço e a hegemonia dos meios de comunicação. ‘Hoje, no Brasil não existe democratização da informação. Os donos da mídia em defesa do seu projeto político distorcem os fatos, exemplo é a Veja que condenou o PT no esquema dos Sanguesungas, e não quis informar que o esquema de corrupcao iniciou em 1998, então mandato de FHC. A nossa Revista tem esse papel: mostrar o que as outras não falam com seriedade, permitindo com que os tralhadores formem uma opinião critica da realidade’, finaliza.


Contar a própria história
A agricultura familiar de Santa Catarina, Rosane Bertotti, Secretária de Comunicacao da CUT Nacional, falou aos dirigentes que é fundamental pensar a comunicação de forma universal. Ela disse que a ‘CUT precisa contar a sua própria história’ para os trabalhadores e para isso o movimento sindical cutista deve amadurecer esse debate. ‘Temos que constituir coletivos de comunicação para que possamos organizar e potencializar as nossas estratégias’, conta.


Rosane ainda falou sobre as mudanças do portal da CUT, principal veículo da Secretaria, e apontou que apresentará propostas no atual formato do ‘ Jornal dos Trabalhadores ‘, programa de rádio da CUT, exibido na 9 de julho, e no Repercute, veiculado aos sábados, na TV Bandeirantes .

  Categorias: