Aos 207 pontos, risco-país atinge menor nível da história

09 agosto 17:12 2006

O risco-país brasileiro alcançava na tarde desta quarta-feira seu nível mais baixo da história. Às 13h45, o indicador marcava 207 pontos. Quanto mais baixo o número, maior é a confiança dos investidores estrangeiros no país.


Os investidores estão interessados em papéis de países emergentes porque no dia anterior o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) decidiu interromper o ciclo de aumento dos juros no país. Nações como o Brasil, com juros mais altos, remuneram melhor os investimentos.


Em momentos de crise, o risco sobe. Em 2002, com a especulação sobre as eleições, o risco Brasil chegou a atingir o recorde de 2.443 pontos em 27 de setembro. Como exemplo, em 2002, o risco da Argentina superou os 5.000 pontos.


Medido pelo banco JP Morgan, o risco-país representa a sobretaxa paga por títulos de países quando comparados aos juros de papéis do Tesouro norte-americano (treasuries), considerados de risco zero.


O indicador serve de referência para o mercado internacional: quanto maior, mais elevada a possibilidade de o país não honrar suas dívidas.


Os governos recorrem ao mercado internacional para lançar títulos. Com esses papéis, tomam dinheiro emprestado de investidores a uma determinada taxa.


Os países ‘competem’ pelos recursos dos investidores, e a taxa de remuneração desses papéis depende do risco de cada nação.


Um país que tenha um histórico de pagamentos em dia capta dinheiro a uma taxa muito inferior do que outros com problemas recentes de crédito.


O banco JP Morgan criou em 1993 o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o grau de risco. (Com informações da Reuters)

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