Consumo de energia no país cresce 3,1% no primeiro semestre

09 agosto 15:27 2006

Classe comercial foi a que mais cresceu no período, com 4,3%, segundo a EPE. Indústria registrou aumento de 2%


A Empresa de Pesquisa Energética divulgou nesta segunda-feira, 7 de agosto, o balanço do consumo de energia elétrica no país no primeiro semestre do ano. Segundo a EPE, o montante de energia elétrica consumido no período atingiu 171.982 GWh, o que representou um crescimento de 3,1% na comparação com o mesmo semestre de 2005. Nos primeiros seis meses do ano, foram incorporados ao sistema das distribuidoras 998 mil novos consumidores, sendo 283 mil de ligações do Luz para Todos e o restante aumento vegetativo de consumidores.


Por classe de consumo, a área comercial foi a que mais cresceu (4,3%), consumindo 27.879 GWh. Ainda segundo a EPE, a classe residencial cresceu 3,5%, atingindo 42.849 GWh. Já o segmento industrial apresentou crescimento de 2%, alcançando 75.625 GWh. Entre regiões, o submercado Nordeste foi o que mais demandou energia no período, atingindo 29.084 GWh, um aumento de 4%. Em seguida, vieram Sul (3,1%), Sudeste (2,9%), Norte (2,8%) e Centro-Oeste (2,7%).


Trimestre – De acordo com a EPE, o país registrou uma diminuição do crescimento no consumo de energia no segundo trimestre do ano. Entre abril e junho deste ano, o consumo ficou em 85.492 GWh, o que corresponde a um crescimento de 1,7% na comparação com o segundo trimestre do ano passado. Para efeito de comparação, no primeiro trimestre deste ano, o crescimento foi de 4,5% sobre o primeiro trimestre de 2005, alcançando 86.489 GWh.


Segundo Mauricio Tolmasquim, presidente da empresa, a desaceleração do crescimento do consumo se deveu às temperaturas médias mais baixas em praticamente todas as capitais dos estados brasileiros, com diferenças de até -2º em relação ao mesmo período do ano passado. ‘As temperaturas afetaram, principalmente, o consumo de energia das classes residencial e comercial’, disse.


Também afetaram o consumo no segundo trimestre a queda do nível da produção industrial, que ficou em -0,8%; o menor número de dias úteis, devido aos feriados prolongados; e o acontecimento da Copa do Mundo. Outros fatores que influenciaram no desaceleração do consumo as paralisações temporárias de importantes indústrias eletrointensivas para manutenção ou por problemas técnico-operacionais, além da estiagem prolongada na região Sul, afetando a produção agroindustrial.


Ainda de acordo com Tolmasquim, o baixo crescimento do mercado no primeiro semestre do ano não deverá se repetir no segundo semestre. Isto porque os indicadores econômicos apontam para um segundo semestre com atividade industrial melhor do que no primeiro. O executivo espera ainda que o consumo de energia no país cresça entre 4,4% e 5% no ano, crescimento semelhante ao do ano passado, que foi de 4,6%. (Alexandre Canazio)

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