CPFL Energia quer julgamento de dissídios

25 agosto 15:44 2006

A intransigência da direção da CPFL Energia continua criando novos impasses a cada dia. O último está criado desde a sexta 18, dia do prazo final para empresa e trabalhadores oficializarem suas posições diante da proposta de conciliação feita pelo TRT/SP (Tribunal Regional do Trabalho da 2 Região).


Vale lembrar que, durante audiência no último dia 07, a juíza Ivani Contini Bramante apresentou proposta de 4% de reajuste nos salários e benefícios, R$ 340 de abono na PLR e prorrogação da cláusula de Política de Emprego por mais seis meses – até novembro de 2007.


A proposta foi imediatamente rejeitada pelo advogado terceirizado da CPFL , mas a juíza recomendou que fosse levada ao alto escalão da holding para que se chegasse de fato a uma solução negociada no desfecho da Campanha Salarial.


Trabalhadores aprovam
Ao contrário da empresa, em mais uma demonstração de  disposição de negociação, o Sinergia CUT assumiu o compromisso de consultar os trabalhadores da Paulista e acatou a sugestão de suspender o Plano de Luta até o prazo final.


Assim, o Sindicato fez assembléias em todos as cidades entre os últimos dias 14 e 18, reunindo centenas de trabalhadores para decidir sobre a proposta do TRT. A decisão final foi de 93,71% de votos favoráveis à proposta e 5,78% contrários, com 0,51% de abstenção.O resultado foi encaminhado oficialmente à juíza na tarde do dia 18.


Alto escalão rejeita
Já a direção da CPFL respondeu ao TRT através do advogado terceirizado, afirmando que ‘após consultar a alta administração  das empresas… têm a informar nos autos que a proposta conciliatória  não foi aceita em relação à prorrogação da cláusula atual de ”política de emprego” pelos motivos já expostos ao longo das negociações… e, no momento apropriado, negociar com os sindicatos todo o contrato coletivo de trabalho no seu conjunto (sic!).’


Na seqüência, a empresa reitera ‘o pedido de julgamento do presente dissídio’, o que comprova  que o Sindicato estava certo ao afirmar que a direção da CPFL  queria jogar a decisão para o Tribunal. Isso explica porque tanta intransigência desde o início da negociação.


A CPFL aproveita ainda para se autopromover, anexando a edição da Revista Exame/Você, que supostamente comprovaria que os trabalhadores da empresa são ‘felizes no trabalho’ e estão satisfeitos com a qualidade ‘do ambiente de trabalho’ e ‘na gestão de pessoas’.


Não à discriminação da Piratininga
Outro impasse foi criado pela direção da CPFL Energia na negociação do Acordo Coletivo da Piratininga. Apesar de dois sindicatos já terem aceito a proposta da empresa, o Sinergia CUT insiste que é preciso equiparar os ACTs, começando pela cláusula de Política de Emprego.


Afinal, são trabalhadores da mesma holding, muitas vezes trabalham lado a lado e não pode existir profissional de primeira e de segunda categoria. Essa também foi a decisão da assembléia realizada pelo Sinergia CUT com os trabalhadores da Piratininga: a proposta econômica foi aceita, a proposta de Gerenciamento de Pessoal foi rejeitada. A categoria quer equiparação com a Política de Emprego do ACT das demais empresas da holding.


Assembléias
Diante de mais esses dois impasses, a direção do Sinergia CUT faz novas assembléias em todas as localidades durante toda a próxima semana para esclarecer a posição do Sindicato e os próximos passos da Campanha Salarial. As assembléias acontecem  de segunda (28) a sexta (1°). Sua participação é essencial. Essa ainda é a nossa luta!

  Categorias: