Dirigentes do Sinergia CUT participam de lançamento do Programa de Governo do PT para SP

20 setembro 15:04 2006

‘Um Estado que sempre foi a locomotiva do Brasil não pode mais ficar para trás, como tem ficado, pelas próprias características do modelo de gestão do estado e da economia adotado pelo governo PSDB/PFL ao longo os últimos 12 anos’, afirma Aloizio Mercadante no texto de apresentação do seu plano de governo para o estado de São Paulo.


E o Sinergia CUT, que participou da Comissão do Programa de Governo, esteve presente no lançamento do Programa de Mercadante, ocorrido na terça-feira (19), em São Paulo.


A cerimônia iniciou com um ato político em que lideranças políticas e sindicais puderam expressar opiniões e anseios da população com o próximo governo. O senador Eduardo Suplicy falou sobre o importante papel de Mercadante na educação e deu ênfase à ética do candidato ao governo de São Paulo.


O presidente da CUT Nacional e dirigente do Sinergia CUT, Artur Henrique da Silva Santos ressaltou o dever da imprensa de apresentar os dois lados da denúncia sobre o dossiê, ou seja, não apenas especular a venda, mas também o conteúdo das acusações desse documento que traz o envolvimento do candidato do PSDB ao governo do estado no caso dos sanguessugas.


A candidata a vice de Mercadante, Nádia Campeão, criticou Serra, afirmando que o PSDB não tem diagnóstico de São Paulo,  e que portanto, não tem capacidade para priorizar e cuidar das questões mais importantes do estado.


 No microfone também estiveram Matilda Ribeiro, ministra da Igualdade Racial e Gustavo Petta, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE).


São Paulo em números


Mercadante apresentou um diagnóstico do estado de São Paulo e levantou os dados sobre o baixo crescimento nos 12 anos de tucanato. ‘São Paulo, em 2004, cresceu apenas 36,8%. O Brasil, cresceu 61,4%. A participação do estado com suas indústrias era de 5,1% em 1996 e baixou para 4,31% em 2004’, afirmou.


Para reverter esse quadro e garantir o desenvolvimento sustentado e justiça social ao estado de São Paulo, Mercandante apresentou suas propostas que estão  em seu Programa de Governo.


O próprio candidato Mercadante explicou que a elaboração do Programa começou em dezembro de 2005 por 32 comissões temáticas. Para a finalização desse documento, foram necessários 19 debates, que contaram com a participação de mais de cinco mil pessoas.


O Sinergia e a política energética


O governo Mercadante quer retomar o papel que cabe ao estado como condutor de uma política energética, considerando todos os agentes públicos e privados, em estreita articulação com a política nacional, seguindo as diretrizes traçadas pela Comissão de Programa de Governo  da qual o Sinergia CUT participou ativamente. Confira os principais pontos:


o Assegurar condições de oferta de energia suficiente, confiabilidade, continuidade, qualidade, tarifas módicas, garantindo o pleno acesso e competitividade;
o Planejamento energético: implementar e potencializar as políticas do governo federal em São Paulo, em especial as de desenvolvimento, como por exemplo, o Programa Luz Para Todos;
o Fomentar a atração de capitais públicos e privados na expansão da oferta na geração, na transmissão e na distribuição visando o adequado atendimento das necessidades o Estado de São Paulo;
o Recuperar a capacidade técnica, administrativa e gerencial das empresas estatais remanescentes, retomando sua capacidade de investimento e retirando-as o programa estadual e desestatização;
o Fortalecer a CESP;
o Incentivar a pesquisa e desenvolvimento de novas fontes alternativas e renováveis de geração de energia;
o Garantir o atendimento à população de baixa renda, através de políticas públicas que permitam seu acesso aos programas de inclusão e tarifas sociais;
o Articular os interesses da sociedade sobre os serviços públicos de energia do estado.


A íntegra do Programa está disponível no site www.mercadante.com.br .

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