Artur convoca militância a ir para a ofensiva

27 setembro 10:30 2006

O momento é de ir à ofensiva, ampliar a mobilização nas ruas participando de todos os atos, carreatas e comícios em defesa do projeto democrático e popular, da reeleição do companheiro Lula. De cabeça erguida, é hora de colocar o povo na rua e derrotar a direita nas urnas’, afirmou o presidente nacional da CUT, Artur Henrique da Silva Santos, sublinhando o papel insubstituível da militância nesta reta final. Segundo Artur, está mais do que clara a manipulação dos meios de comunicação, estampada nos jornais e revistas, nos noticiários das televisões. ‘Com quase metade do eleitorado querendo votar no Lula, as manchetes aparecem como torcida pelo segundo turno nacional: faltam apenas tantos pontos… Isso é um absurdo’.


GOLPISMO – O presidente cutista denunciou que PSDB e PFL e seus candidatos Alckmin e Serra ‘estão jogando todo peso da mídia para colocar a militância na defensiva, se explicando ao invés de fazer campanha’. ‘No pós-eleição, haverá um momento de avaliação dos eventuais erros cometidos, agora é hora de reforçar a defesa do projeto e derrotar a manobra da direita que foge do debate para esconder o conteúdo das denúncias sobre o envolvimento de Serra com a máfia dos sanguessugas’, frisou.


O entendimento da CUT, esclareceu Artur, é que existem dois projetos inteiramente antagônicos em disputa: ‘enquanto os neoliberais buscam o retrocesso com sua visão de Estado mínimo, com a volta das privatizações e doações do patrimônio público ao estrangeiro, de olho no que ainda sobrou, como a Petrobrás, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, nós defendemos cada vez mais a presença do Estado como indutor do desenvolvimento, de progresso e justiça social’. Além disso, denunciou, o comportamento que tucanos e pefelistas vêm tendo demonstra seu ódio de classe: ‘querem a criminalização dos movimentos sociais, a nossa destruição, pois sabem da capacidade das entidades de exercitar sua influência e pressão pelas mudanças, que queremos implementar no segundo mandato’. ‘Esta tentativa de cerco e desestabilização ao governo Lula vai continuar após o dia primeiro de outubro. Portanto, vencer as eleições é importante, mas temos de fortalecer cada vez mais nossa unidade e mobilização, pois eles não diminuíram seus ataques, muito pelo contrário. Quanto mais aprofundarmos as transformações, quanto mais medidas em defesa do povo, maior será a reação dessa elite’, acrescentou.


GARGALO – Entre as questões fundamentais que precisam ser urgentemente resolvidas, pois representam um gargalo para o desenvolvimento econômico e social do país, ressaltou o líder cutista, ‘está a redução mais drástica das taxas de juros e do superávit primário, que acabam consumindo expressivas parcelas do Orçamento que devem ser canalizadas para maiores investimentos nas áreas sociais, na infra-estrutura, no setor produtivo, gerando mais emprego e renda’. Estancada esta sangria de recursos para a especulação financeira, enfatizou Artur, tudo fica mais fácil. ‘Precisamos colocar a questão do emprego, do trabalho, como questão central em todas as políticas de governo no próximo período. Uma medida importante é a ampliação e democratização do Conselho Monetário Nacional, com a presença do setor produtivo, com representação de trabalhadores e empresários, a fim de que passe a ter como metas prioritárias o crescimento e o emprego’, concluiu. Leonardo Wexell Severo

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