AGORA É COM A GENTE!

29 setembro 18:13 2006

Já faz tempo que o Sinergia CUT orienta os trabalhadores sobre a necessidade de refletir muito sobre tudo o que está em jogo nessas eleições: escolher entre dois projetos totalmente distintos qual é o melhor para o futuro do Brasil e dos brasileiros. Um é o projeto de governo do povo, defendido por Lula e Mercadante, que significa a possibilidade de manter e ampliar o processo de mudanças. Outro é o governo da elite, representado por Serra e Alckmin, que aponta para o retrocesso. Nas eleições deste domingo (1°), o voto de mais de 126 milhões de eleitores vai decidir que tipo de país queremos.  


O governo do povo


Para início de comparação, vale fazer um rápido balanço dos últimos anos e constatar que os avanços são significativos para o povo brasileiro em geral e para a classe trabalhadora, em particular. Hoje, a comida está mais barata, a inflação é muito menor, o acesso à educação – principalmente às universidades – é mais amplo, o salário mínimo é 75% maior que há quatro anos e o Brasil gerou 7,6 milhões de empregos.


Os programas sociais e de distribuição de renda reduziram a pobreza em 19% e garantiram para 8,4 milhões de pessoas das classes mais pobres o acesso à classe média. Um saco de cimento custava R$ 22 há quatro anos e hoje pode ser comprado por R$ 11. Também baixaram os preços dos materiais de construção, os financiamentos habitacionais são mais amplos e a prestação da casa própria tem juros menores.


Em pouco tempo, 250 mil jovens de baixa renda conseguiram entrar numa faculdade pelo ProUni e outros 64 mil são atendidos pelos programas dos Consórcios da Juventude. O Brasil ganhou quatro novas universidades federais, seis faculdades e 48 extensões universitárias.


A agricultura familiar hoje é reconhecida como política de Estado, com R$ 9 bilhões de financiamento este ano. No semi-árido nordestino foram construídas perto de um milhão de cisternas e a reforma agrária chegará para 240 mil famílias até dezembro próximo. O programa Luz Para Todos tirou da escuridão mais de 3,5 milhões de brasileiros, beneficiando-os com energia e inclusão social.


Para os trabalhadores também foram grandes as conquistas: o ambiente econômico, com juros decrescentes e produção em alta, garantiu aumento real de salários, a criação de novos postos de trabalho e aumento nos valores das PLRs. As centrais sindicais tornaram-se interlocutoras de fato com a negociação do reajuste do salário mínimo e a correção da tabela no Imposto de Renda por dois anos seguidos.


Durante o governo Lula,  palavra privatização foi riscada do dicionário, ao contrário do que aconteceu com o governo de São Paulo que deu continuidade à privataria neoliberal, com a entrega da CTEEP em mais um processo cheio de irregularidades e desrespeito ao patrimônio público dos paulistas.


O governo da elite


Os avanços conquistados pelo governo Lula incomodam muita gente que teve que abrir mão de privilégios que antes o Estado garantia. A elite golpista brasileira, parte da mídia, setores da burguesia e os tucanos estão desesperados. Querem retomar o poder a qualquer custo, para resgatar a agenda neoliberal que predominou nos oito anos FHC/Alckmin/Serra, para continuar privatizando as nossas empresas e bancos e todo o patrimônio público.


Outras metas neoliberais são a eliminação dos direitos dos trabalhadores e a volta do arrocho salarial sob o argumento de gerar emprego, flexibilizar garantias de quem está empregado, atacar o artigo 618 da CLT e restringir os direitos previdenciários. Para o neoliberalismo, os movimentos social e sindical são secundários e marginalizados, quando não criminalizados.


O voto consciente


É por tudo isso que, já faz algum tempo, assistimos a um show diário de denuncismo que pretende também levar o eleitor ao desânimo. Mas é exatamente aí que os eleitores devemos assumir nosso papel principal: elevar o nível do debate e votar para que a vida continue a melhorar, ficando alerta contra a manipulação de opiniões e o espírito golpista que tenta impedir a vitória dos trabalhadores no Brasil e em São Paulo.


É com o voto responsável e consciente que vamos conquistar a chance de consolidar o processo de mudanças que o Brasil atravessa. E mais: é preciso garantir também a eleição de senador, deputados federais e deputados estaduais também comprometidos e afinados com o projeto do povo. Gente que você conhece bem e que pode confiar. Para garantir avanços e barrar a volta do atraso. 


Leia uma comparação entre os dois projetos e decida em quem votar no domingo:


Governo do povo


Salário e poder de compra
– Trabalhadores conquistam aumento real nos últimos quatro anos
– Em três anos, aumento real de 25,7% no salário mínimo. Agora, o mínimo passou a comprar o equivalente a 2,6 cestas básicas


Direitos trabalhistas
– A primeira medida de Lula presidente foi retirar do Senado o projeto que flexibiliza o artigo 618 da CLT. Criação do Fórum Nacional do Trabalho para preparar projeto de reforma sindical


Trabalhadores e sociedade
– Os trabalhadores tiveram voz e vez no governo Lula com o reconhecimento institucional das centrais sindicais. O aumento do salário mínimo, por exemplo, é resultado desse reconhecimento


Papel do Estado
– Fortalecimento do Estado, para melhoria da prestação dos serviços públicos e ampliação de investimentos. O termo privatização sumiu da agenda para que nossas riquezas permaneçam públicas


Economia
– Criação de 7,6 milhões de empregos, 5,5 milhões com carteira assinada, em três anos e meio
– Criação de 312 mil postos de trabalho no setor metalúrgico, fazendo a categoria subir para 1,647 milhão de trabalhadores em todo Brasil
– Taxas de juros em queda, atualmente em 14,75% ao ano
– Ampliação dos parceiros comerciais, especialmente na América Latina, Ásia, África e Oriente Médio


Corrupção
– Desde o governo Lula, a Polícia Federal realizou 281 grandes operações, realizando 3.292 prisões e acabando com esquemas que movimentaram R$ 70 bilhões. A Controladoria Geral da União, que investiga o destino de verbas federais, já encaminhou mais de 3.000 processos


Condições de vida
– A desigualdade social é a menor em 25 anos. Segundo a FGV, 8,4 milhões de pessoas saíram da miséria, beneficiadas por um dos maiores e mais eficientes programas sociais do mundo, com combate à fome, distribuição de renda, acesso a alimentos mais baratos e fortalecimento da agricultura familiar


Educação
– Criação de 4 novas universidades federais, transformação de 6 faculdades em universidades e implantação de 48 extensões universitárias, gerando 125 mil novas vagas no ensino superior


Governo da elite


Salário e poder de compra
– Com FHC, trabalhadores organizados, como os metalúrgicos do ABC e os energéticos de SP, só tiveram a reposição da inflação. A maioria das categorias no Brasil teve reajustes abaixo da inflação
– Em 2003, o mínimo comprava 1,4 cesta básica


Direitos trabalhistas
– Flexibilização dos direitos trabalhistas. O projeto da elite é flexibilizar o artigo 618 da CLT e eliminar direitos, avançando sobre o 13º, as férias e a carteira assinada. O governo tucano acabou com a aposentadoria especial e criou o fator previdenciário


Trabalhadores e sociedade
– Repressão e criminalização dos movimentos populares e sociais como o MST, UNE e centrais sindicais


Papel do Estado
– Venda de mais de R$ 100 bilhões do patrimônio nacional através de um processo obscuro de privatização, o que se repetiu em SP sob o comando de Alckmin que doou todo o patrimônio energético dos paulistas. O projeto da elite que os tucanos representam quer agora a privatização da Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal


Economia
– Criação de 800 mil empregos em 8 anos
– Redução da categoria metalúrgica em um milhão de vagas entre 1996 e 2002. Em 2003 eram 1,3 milhão de metalúrgicos. Hoje são 1,7 milhão
– No governo tucano a taxa de juros alcançou pico de 45% ao ano
– Fim do Mercosul, do G20 (grupo de países em desenvolvimento) e retomada das relações privilegiadas com os Estados Unidos, com a assinatura da Alca – Tratado de Livre Comércio


Corrupção
– No governo FHC, a Polícia Federal só realizou 19 operações. As denúncias de corrupção foram engavetadas. Os escândalos ficaram debaixo do tapete. Alckmin impediu a abertura de 69 CPIs em SPaulo


Condições de vida
– Com FHC, 8 anos seguidos de concentração de renda, com aumento do número de pobres de 32 milhões de brasileiros em 1995 para 48 milhões


Educação
– O governo tucano não abriu vagas no ensino superior, porque defende o ensino privado

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