Movimentos sociais convocam mobilização

05 outubro 18:26 2006

‘A decisão é colocar o povo na rua, mobilizando nossa aguerrida militância para ampliar a vitória neste segundo turno, defender o Brasil e derrotar o retrocesso tucano’, declarou João Felício, da coordenação da Campanha Lula Presidente, na reunão com dezenas de lideranças partidárias e dos movimentos sociais de todo o país, nesta quarta-feira (4), em São Paulo.


Na avaliação do secretário de Relações Internacionais da CUT, ‘o importante é que, com o segundo turno, teremos um embate claro entre dois projetos: o do avanço e o do atraso, o da soberania e o da submissão, o de milhões de carteiras assinadas e o do desemprego recorde, o do aumento crescente do poder aquisitivo e o do arrocho salarial, o de direitos e o de precarização das relações do trabalho. PSDB e PFL fogem das comparações sobre as realizações porque sabem que perdem todas e de goleada’. Além disso, frisou, este será um momento ‘em que teremos a oportunidade de dizer toda a verdade sobre o candidato tucano, sobre as privatizações, os pedágios e as 69 CPIs engavetadas’.


TOMAR AS RUAS – Para o presidente da CUT, Artur Henrique, a questão central agora ‘é tomar as ruas e esclarecer o desastre que representaria a volta do PSDB. Alckmin é a submissão à Alca, o fim dos direitos sociais, das férias, do 13º salário e da aposentadoria. Ou não foi isso que FHC tentou com a chamada flexibilização do artigo 618 da CLT?’.


Para a secretária de Comunicação da CUT nacional, Rosane Bertotti, a batalha da informação jogará um papel decisivo neste segundo turno, ‘devendo haver uma ação mais articulada para afirmarmos a verdade sobre as manipulações da mídia, resgatando os avanços obtidos com o governo Lula em cada um dos setores’. ‘Este é um embate que não deve ficar restrito apenas ao programa eleitoral, ao rádio e à televisão, mas virar panfleto, jornal, site, para que a verdade venha à tona’, acrescentou, destacando a importância da democratização dos meios de comunicação.


A secretária de Políticas Sindicais da CUT nacional, Rosane Silva, sublinhou a importância de que os movimentos sindical e social joguem pesado, particularmente nos Estados do Sul, a fim de garantir a vitória das candidaturas populares, principalmente da candidatura de Olívio Dutra, no Rio Grande do Sul.


O presidente da CGTB, Antonio Neto, defendeu que ‘é hora de ocupar as ruas para valer, pois todos sabemos do significado da vitória de Lula, de um governo que mudou a geografia política e comercial da América Latina em defesa da soberania e do desenvolvimento das nossas nações e povos’. Para o vice-presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira), ‘é hora de colocar o visual na rua, vestir a camisa, e criar o clima nas fábricas, ruas e escolas, para derrotar os entreguistas e garantir a reeleição’.


De acordo com o dirigente nacional do MST, João Paulo Rodrigues, ‘é hora de ir para cima da direita, mobilizando a militância para a defesa do projeto’. ‘Vamos vencer para discutir os rumos que queremos para o nosso país’, sublinhou, informando que nos próximos dias o movimento formalizará o seu apoio à reeleição.


‘Nós temos o melhor time, a maior torcida e a força da geral. Eles contam com o Galvão Bueno e o juiz querendo ajudar. A melhor maneira da nossa Seleção se defender é atacar, denunciando o que representaram os anos tucanos. Vamos vencer a eleição na ofensiva política, enfrentando os inimigos e criando as condições para que tenhamos um segundo mandato de Lula ainda melhor’, declarou o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Gustavo Petta.


Um dos pontos importantes para consolidar a vitória do candidato das forças progressistas, ressaltou Gustavo, é atrair os eleitores do PDT e do PSOL, que não têm identidade nenhuma com a política de desmonte do Estado e entreguismo representada pelo PSDB-PFL. ‘Alckmin representa o que há de mais direitista e reacionário, como a Opus Dei. Precisamos deixar clara para o povo a ligação dele com Fernando Henrique e com os escândalos da privatização e da corrupção. Vamos convocar o voto anti-tucano e anti-PSDB’, concluiu.


ABC DE LUTA – ‘Realizamos no começo da semana uma reunião com mil militantes no ABC. Juntos, deputados, prefeitos e movimentos populares decidimos fazer um grande mutirão e entrar com tudo na disputa eleitoral neste segundo turno. Com a tropa nas ruas, consolidaremos a vitória do povo’, declarou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo.


‘Devemos reforçar a nossa unidade, ampliar as alianças e ocupar as ruas e praças dos grandes centros para garantir a vitória do presidente Lula neste segundo turno. É hora de pôr a militância na rua, colocar nossas bandeiras, adesivos. Com este espírito, vamos à ofensiva até a eleição no dia 29’, declarou Miguel Manso Perez, do secretariado nacional do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR8) e delegado à Convenção Nacional do PMDB. Segundo Miguel, a mobilização unitária das forças comprometidas com o desenvolvimento e a soberania nacional dará uma resposta nas ruas e nas urnas aos que querem ‘retomar os tempos da privatização, da entrega do patrimônio e do sucateamento’.


Parabenizada pela expressiva vitória obtida na Bahia, a presidente da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf-Brasil), Elisângela Araújo, lembrou que o clima unitário que contagiou a campanha deve ser alastrado neste segundo turno para o conjunto do país. ‘Nossa felicidade só será completa após a vitória do próximo dia 29’, enfatizou.


‘A candidatura Alckmin é a vanguarda do retrocesso. Vamos mostrar à população o dossiê contra esse tucano, que é a sua extensa folha corrida de privatizações e entrega do patrimônio nacional aos estrangeiros. O PSDB vai morder o pó da derrota pois o povo não aceita a canga da mídia’, declarou o veterano militante comunista Luiz Tenório de Lima (Tenorinho), único fundador do Dieese ainda vivo.


A reunião contou com a participação de dirigentes do PT, PCdoB, PMDB e MR8, e de lideranças dos aposentados, da UBES, Conam, CMB, CNAB, Contag e Fetraf de vários estados.

  Categorias: