Fenaban oferece reajuste de 3,5% aos bancários; assembléias acontecem hoje

10 outubro 17:20 2006

Na sétima rodada de negociações entre representantes dos bancários e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), realizada nesta terça-feira pela manhã, surgiu uma nova proposta patronal.


Os bancos oferecem aos trabalhadores reajuste de 3,5% sobre salários e demais verbas, além de 80% do salário como participação nos lucros e resultados (PLR), mais parcela fixa de R$ 828 (tal benefício ainda inclui um adicional que pode ampliar o valor pago dependendo do lucro dos bancos).


Os bancários realizam desde a última quinta-feira uma greve em nível nacional. Hoje é o sexto dia consecutivo de paralisação.


A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf, que representa a categoria nacionalmente nas negociações), vai se abster de sinalizar uma posição sobre a aceitação ou não da proposta, abrindo espaço para as discussões de cada assembléia.


A proposta deverá ser apresentada pelos representantes da categoria às assembléias que acontecem hoje. Em São Paulo, a assembléia dos bancários do setor privado será às 19h, no Centro Trasmontano (rua Tabatingüera, 294, centro da capital paulista).


Estão previstas outras duas assembléias na capital paulista: para a Caixa Econômica Federal (CEF), às 18h; e para o Banco do Brasil (BB), às 19h30, ambas na quadra do Sindicato do Bancários de São Paulo, Osasco e Região, na rua Tabatingüera, 192. Os bancos públicos mantêm negociação específica para algumas cláusulas, com exceção do reajuste salarial.


O fator de cálculo do pagamento da PLR proposto pela Fenaban prevê uma parcela adicional que poderá variar entre R$ 1.000 e R$ 1.500. Essa parcela será definida levando em conta 8% da diferença entre o lucro líquido de 2005 e 2006 divididos linearmente entre os funcionários.


‘Essa proposta ainda é baixa diante do lucro dos bancos, mas traz aumento real de salário e uma alteração importante na composição da PLR, já que essa parcela adicional passa a ser um direito adquirido pelo bancário nas próximas campanhas, e representa uma divisão melhor e mais justa do lucro entre os bancários’, avalia Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.


A proposta anterior da Fenaban previa reajuste de 2,85% (equivalente à reposição das perdas inflacionárias acumuladas pela categoria nos últimos 12 meses encerrados em setembro), 80% do salário de PLR, mais R$ 823 fixos, com adicional de R$ 750 para os bancários de instituições com crescimento de 20% ou mais no lucro líquido.


Os bancários reivindicam aumento de 7,05%, além da correção da inflação de 2,85%, PLR equivalente a 5% do lucro líquido linear dos bancos, mais um salário bruto acrescido de R$ 1.500.


Em relação aos bancos oficiais, o BB ofereceu pagamento de PLR semestral de 95% do salário, mais um valor fixo de R$ 412 e R$ 1.814 a título de distribuição linear de 4% do lucro líquido do banco apurado neste semestre. A proposta inclui também um bônus variável segundo a função.


Para os funcionários da CEF, a proposta indica pagamento da PLR na forma de 80% do salário, mais parcela fixa R$ 828, acrescidos de valor adicional R$ 1.000 e PLR extraordinária de R$ 1.339.

  Categorias: