Bancários do BB e Caixa discutem continuação da greve hoje

11 outubro 17:51 2006

Os bancários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal de São Paulo se reúnem em assembléia hoje para discutir a continuação da greve e as reivindicações. Ontem a noite as instituições privadas de São Paulo e Rio de Janeiro decidiram acabar com a greve em suas capitais e voltaram a trabalhar hoje.


No ABC paulista, a paralisação teve fim em todos os bancos, públicos e privados. A categoria aprovou o reajuste de 3,5% e outros benefícios, como PLR (participação nos lucros e resultados) de 80% do salário mais R$ 828.


Foram oito rodadas de negociações, os bancos fizeram a terceira proposta de reajuste ontem. Os bancários entraram na negociação reivindicando aumento real de 7,05%, além da reposição da inflação. A greve começou na quinta-feira da semana passada.


Na capital paulista, Osasco e região, os funcionários da Nossa Caixa votaram pelo fim da greve e retomam o trabalho nesta quarta. No Rio, bancários do BB e da Caixa continuam parados.


A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) propôs 2%, depois 2,85%, o que equivale à reposição da inflação de acordo com o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) dos últimos 12 meses, até chegar aos 3,5%, que representa aumento real de 0,63%.


A proposta de PLR ficou em 80% do salário, mais R$ 828 (valor fixo do ano passado, corrigido pelos 3,5%), acrescidos de uma parcela adicional que varia entre R$ 1.000 e R$ 1.500 – composta por 8% da diferença entre o lucro líquido de 2005 e 2006 divididos linearmente entre os funcionários.


Na última proposta, a Fenaban oferecia R$ 750 de parcela adicional a serem pagas pelos bancos cujos lucros líquidos crescessem pelo menos 20%.


De acordo com a proposta, a antecipação da PLR será paga em até 10 dias úteis depois da assinatura da convenção coletiva.


As diferenças de salários e benefícios serão pagas na folha de pagamento de novembro, se a convenção for assinada até o final do mês de outubro. Os vales-refeição e alimentação devem ser corrigidos a partir de novembro e as diferenças de setembro e outubro serão quitadas no mês de novembro.


No país


Outras assembléias decidiram sobre o movimento e o quadro é dividido. Os bancários da Bahia, Maranhão, Roraima, Sergipe, Brasília (DF) e Belo Horizonte (MG) rejeitaram a proposta e a greve continua.


Em Rondônia, Ceará, Curitiba (PR), Campina Grande (PB) e Londrina (PR) os bancários aprovaram a proposta da Fenaban e também acabaram com a greve.


 

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