Lula tem 63,2% dos votos válidos. Alckmin, 36,8%

26 outubro 13:39 2006

BRASÍLIA – Pesquisa estimulada realizada pelo CNT/Sensus entre os dias 23 e 25 de outubro mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ser reeleito com vantagem de 24 pontos porcentuais sobre o seu opositor, Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo o levantamento, Lula deve obter 57,5% das preferências e Alckmin 33,5%.


Os votos brancos e nulos somam 3,3% e os indecisos, 5,9%. No levantamento, Lula obteve 63,2% dos votos válidos e Alckmin, 36,8% e, segundo o diretor da Sensus, Ricardo Guedes, o resultado significa a consolidação dos votos em favor de Lula.


Essa é a única pesquisa feita pelo CNT/Sensus para o segundo turno, por isso há dados comparativos. Na pesquisa espontânea, o presidente Lula manteve a preferência, com 53,9% das intenções de voto contra 31,4% de Geraldo Alckmin. Os votos brancos e nulos somam 3,5% e os indecisos, 11,3%.


Segundo Guedes, ‘houve um alargamento das tendências’ recentemente e, para ele, a eleição está tecnicamente definida. Na sua avaliação, na campanha para o segundo turno, Lula teve oportunidade de ‘sintetizar no consciente coletivo, o que fez no seu mandato’. Outros fatores que reforçaram sua posição foram a forma mais aguerrida de campanha e o fato de as acusações éticas não terem pesado muito. ‘A questão ética influi, mas não é decisiva’, disse.


Guerra analisou, ainda, que o discurso feito pelo PT de que Alckmin iria privatizar estatais, se eleito, também teria sido significativo já que, em sua opinião, certas privatizações passadas reapareceram como ‘questionáveis’.


Rejeição e vitória
Segundo Guedes, candidato com rejeição acima de 40% ‘está fora do jogo político’. Ele lembrou que o cenário de vitória de Lula já estava sendo mostrado ao longo das edições anteriores da pesquisa, por causa da rejeição menor. ‘Ao longo das pesquisas, sabíamos que o produto eleitoral vencedor mais provável é o que está efetivamente ocorrendo’, disse.


A pesquisa CNT/Sensus mostra que Lula seria o único candidato em que 49,6% dos entrevistados votariam. Em setembro, esse índice era de 44,3%. Já no caso de Alckmin, 32,9% dos entrevistados agora disseram que o tucano seria o único candidato em que votariam; em setembro, esse porcentual era de 18,5%. (Fábio Graner e Cida Fontes)

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