Artur: ‘Ampliar a pressão e a mobilização’

30 outubro 18:53 2006

O presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores, Artur Henrique da Silva, afirmou nesta segunda-feira (30) que os 58 milhões de votos obtidos pelo presidente Lula – e a vantagem de mais de 20 milhões de eleitores – é um elemento decisivo para que o governo acelere o processo de transformações iniciado no primeiro mandato.
 
‘Do ponto de vista da CUT, temos a convicção que a hora é de ampliar a pressão e a mobilização, colocando os movimentos sociais nas ruas para que seja implementada a nossa agenda. Devemos aproveitar o respaldo das urnas, que deve ser o estopim, a energia propulsora para aprofundar as mudanças, particularmente na política econômica, reduzindo os juros e o superávit primário, fortalecendo os recursos para as áreas sociais e a política de valorização do salário mínimo e as políticas públicas’, declarou o presidente cutista.


DERROTA PRIVATISTA – Na avaliação de Artur Henrique, o resultado eleitoral refletiu a demarcação entre dois campos diametralmente antagônicos, ‘em que foram vitoriosos os que defendem a soberania, os que querem um Estado como agente do desenvolvimento e da justiça social, derrotando o privatismo, a entrega do patrimônio público e a submissão aos interesses externos’.


Para o líder cutista, agora é o momento em que a pressão deve ser exercida sobre o Congresso Nacional e o governo, a fim de que os compromissos de campanha sejam efetivados no Orçamento da União. ‘A Marcha Nacional do Salário Mínimo, que estamos preparando para o começo de dezembro será a nossa primeira grande contribuição ao debate. Temos clareza de que o mínimo é um poderoso instrumento de distribuição de renda, de fortalecimento do mercado interno. Mais dinheiro no bolso do trabalhador significa mais consumo, mais produção e mais emprego, fazendo a roda da economia girar para frente, que é o nosso compromisso e o do presidente Lula’, acrescentou.


MARCHA A BRASÍLIA – A Pauta dos Trabalhadores, já entregue ao Congresso Nacional, ressaltou Artur, é uma das bandeiras centrais da CUT e que será incorporada na Marcha a Brasília: ‘nela defendemos a soberania nacional com justiça social, a ampliação de direitos, o fortalecimento das políticas públicas – com ampliação de dotação orçamentária – e maior democratização da sociedade brasileira, por meio da organização no local de trabalho’. Além disso, frisou, como ficou ainda mais evidente no último processo eleitoral, ‘é preciso democratizar os meios de comunicação, para dar voz à sociedade, que não pode ficar à mercê dos donos da mídia’. ‘As reformas política e tributária e a regulamentação do artigo 14 da Constituição, garantindo a participação da população nos principais temas que dizem respeito ao seu futuro, através de consulta direta, também devem ser prioridades’, concluiu.


Artur comanda a delegação cutista que parte nesta segunda para Viena, na Áustria, onde participa até o próximo domingo (5) do XIX Congresso Mundial da Confederação Internacional das Organizações Sindicais Livres (CIOSL). No dia 7, em São Paulo, estará presente à reunião do secretariado executivo da CUT.

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