TRT Campinas propõe prorrogação da Política de Emprego

31 outubro 18:10 2006

Mais uma tentativa de conciliação foi frustrada pela CPFL Energia. Dessa vez durante as duas audiências no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15a Região, em Campinas. Realizadas na tarde da última terça-feira (31) e presididas pelo juiz Antônio Miguel Pereira, as duas audiências foram mais uma tentativa de negociação do Sinergia CUT, dentro dos Dissídios Coletivos da Paulista e da Piratininga.


O dissídio em São Paulo
O Sinergia CUT informou ao juiz  que a holding entrou com processo de Dissídio na capital antes de esgotadas as negociações e recusou a proposta da juíza Ivani Contini Bamante de prorrogação da cláusula de Política de Emprego até novembro de 2007. Só aceitou manter a proposta econômica e recusou a proposta de prorrogação.
 
Ressaltou também que o  Sindicato acatou a recomendação da juíza e encaminhou a proposta para debate com os trabalhadores e que as assembléias aprovaram a proposta do TRT/SP.


O dissídio em Campinas
Mas, diante da recusa da CPFL em prorrogar a Política de Emprego, os trabalhadores aprovaram também que o Sindicato entrasse com o processo de Dissídio Coletivo no TRT de Campinas, cidade sede da holding.
 
O tempo passou mas só fez aumentar a intransigência da direção da CPFL. Em Campinas, o advogado terceirizado da holding, Mário Gonçalves Junior, chegou a se recusar a apresentar formalmente inclusive a proposta econômica que  definiu como ‘os 4% mais um pacote que as empresas já estão praticando’.


Antes, no início da audiência da Paulista, em mais uma atitude que o Sinergia CUT considera um desrespeito ao TRT de Campinas, afirmou que ‘o assunto já foi exausitvamente discutido em São Paulo e o dissídio já  está para ser julgado’. Não é verdade. 


Emprego é o problema
O Sindicato insistiu que a prorrogação nada mais é do que uma prática que vigorou em todas as negociações coletivas há mais de dez anos. Informou também  que a grande preocupação dos trabalhadores é com a prorrogação da Política de Emprego na Paulista e a extensão da mesma cláusula para o Acordo Coletivo da Piratininga.


A proposta do TRT
Depois de ouvir os argumentos, em mais uma tentativa de buscar solução negociada, o juiz propôs a manutenção da proposta econômica e a prorrogação da Política de Emprego da Paulista ‘por seis meses a partir de 1° de junho de 2007’ e a aplicação dessa mesma cláusula no ACT da Piratininga.
 
A CPFL concordou só com a proposta econômica e mais uma vez o advogado terceirizado recusou a proposta de mais emprego aos trabalhadores, frustrando a negociação.
 
Agora a questão é jurídica. O Sinergia CUT solicitou prazo de 20 dias para tomar conhecimento da contestação da holding antes da manifestação judicial. O prazo começa a contar a partir da próxima segunda-feira (06). Depois disso, a empresa pediu o mesmo prazo para nova manifestação. Isso significa que, em 40 dias, o TRT pode marcar o julgamento do Dissídio.

  Categorias: