PAC: governo prevê aplicação de R$ 274,8 bilhões no setor energético até 2010

23 janeiro 09:46 2007

BNDES amplia prazo de financiamento de 14 para 20 anos e carência de seis para 12 meses. Meta é adicionar 12.386 MW até 2010
 
O Programa de Aceleração do Crescimento pretende estimular a realização de R$ 274,8 bilhões em investimentos no setor energético entre 2007 e 2010. Este valor envolve aportes diretos pelo estado, por empresas estatais e pela iniciativa privada. De acordo com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a maior parte dos investimentos está direcionada para o setor de petróleo e gás, porém, parte expressiva dos recursos será aplicada em projetos do setor elétrico.


A previsão, segundo Dilma, é de adicionar 12.386 MW no parque gerador até 2010. O desdobramento das obras resultará em mais 27.420 MW. Para a realização dos investimentos, destacou a ministra, o Banco Nacional de Desenvolviomento Econômico e Social ampliou o prazo de financiamento, atualmente de 14 anos, para 20 anos.


Além disso, o BNDES poderá financiar até 80% do valor do financiamento. O prazo de carência também aumentou, passando de seis para 12 meses. O PAC prevê ainda para o setor elétrico a isonomia entre projetos de autoprodutores e produtores independentes.


Entre os projetos de geração considerados prioritários pelo PAC estão o complexo hidrelétrico do Rio Madeira (RO, 6.450 MW), a usina de Belo Monte (PA, 11 mil MW em duas fases), e a hidrelétrica de Estreito (TO/MA, 1.087 MW). Na área de transmissão, a obra mais relevante, de acordo com Dilma, é a interligação das usinas do Rio Madeira – Santo Antônio (3.150,4 MW) e Jirau (3.300 MW).


Além disso, o governo pretende acompanhar com mais atenção a tramitação dos projetos que tratam da regulamentação das atribuições das agências reguladoras e da Lei do Gás. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o objetivo é criar condições para o crescimento da economia do país, eliminando entraves regulatórios e ambientais.


Mantega destacou ainda, no âmbito dos financiamentos, que o BNDES reduziu recentemente os spreads de 2,5% para até 0,5%, em função dos projetos a serem financiados. Mantega observou ainda que a Taxa de Juros de Longo Prazo teve redução de 9,75% em dezembro de 2005 para 6,65%, em vigor a partir deste mês de janeiro deste ano. (Fábio Couto)

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