CS 2007: cenário é favorável para aumento real, afirma Dieese…

02 março 11:57 2007

O cenário é positivo em 2007 em termos de negociações salariais para os trabalhadores, ainda que as expectativas sejam de endurecimento das empresas em relação a aumentos e manutenção de direitos. A avaliação é do superintendente regional do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) de São Paulo, José Silvestre Prado de Oliveira, na primeira mesa de discussão da Oficina de Estratégia da Campanha Salarial Unificada, do Sinergia CUT, realizada entre os últimos dias 14 a 16 de fevereiro. O tema abordado por ele foi  ‘Cenário Econômico do Setor Energético e das Empresas’.


Segundo Silvestre, nos últimos dois anos, a conjuntura do país tem contribuído para ampliar os ganhos dos trabalhadores. Fatores como a luta dos sindicatos por melhorias salariais, o aquecimento da economia através da expansão de empregos formais, os programas sociais do governo e o aumento do salário mínimo e, ainda, a baixa inflação, têm contribuído para que a maior parte das categorias tenha obtido reajustes acima da inflação.
 ‘Vivemos um maior dinamismo econômico. Isso pressupõe ambientes de mais diálogo nas mesas de negociações. As reivindicações econômicas devem ultrapassar o reajuste inflacionário. Esse ambiente aponta para algo a mais: o aumento real!’, afirmou.


Um estudo divulgado em agosto do ano passado pelo Dieese, apontava que, no primeiro semestre de 2006, das 271 unidades de negociação analisadas, 82% dos acordos obtiveram ganhos reais.


MITOS SOBRE AS NEGOCIAÇÕES COLETIVAS


Silvestre apresentou um levantamento das impressões dos trabalhadores das mais diversas categorias a respeito das negociações coletivas dos últimos dois anos. Segundo o superintendente, há fatores que induzem a falsas sensações de que os índices alcançados não se aproximam das expectativas e não repõem perdas. São eles:


‘Desilusão’ com a queda da inflação:
o Memória viva do período de alta inflação (quando o reajuste inflacionário chegava a duas casas numéricas);
o Índices de inflação resultantes de médias de variação de preços (Ex: o combustível sobe, o alimento permanece estável, o sapato cai de preço. A média dos preços dos diversos setores é que estabelece o índice de inflação);
o  Passagem de alguns serviços públicos a privados;
o  Nível de desemprego elevado;
o  Burla (engano) do reajuste via rotatividade;
o A comparação entre o esforço necessário e o resultado almejado;
o  Salários muito baixos.


Desafio e atitude
Silvestre finalizou sua análise apontando o que prevê ser os principais desafios das negociações em 2007: legitimar a luta pelo aumento real e aumentar o poder de barganha dos trabalhadores.


Com essa visão, o Sinergia CUT realiza, na próxima semana, entre os dias 27 (terça) e 28 (quarta), a primeira reunião em 2007 da Direção Colegiada Ampliada do Sinergia CUT. O objetivo é estabelecer as estratégias de luta para que a vitória na Campanha Salarial Unificada seja realmente possível! Todos com a mente e o coração na luta pelo emprego, aumento real, uma maior PLR  e um ACT por três anos.


Maiores detalhes sobre essa luta, você encontra na edição 810 do  Jornal do Sinergia CUT.

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