CUT e movimentos sociais organizam atividades para o Dia Internacional da Mulher

05 março 17:57 2007

O combate à desigualdade entre homens e mulheres é tema central das mobilizações organizadas pela CUT para marcar o Dia Internacional da Mulher, em 2007. A construção de uma política de valorização no mercado de trabalho que contemple a igualdade salarial será uma das diretrizes das atividades. Outro eixo é a divulgação da Lei Maria da Penha, conquista importante no combate a violência contra a mulher.


Este ano trabalharemos com esses três pontos que em nossa concepção são fundamentais para o avanço de nossas bandeiras, afirmou a secretária nacional sobre a Mulher Trabalhadora da CUT, Maria Ednalva Bezerra de Lima.


Segundo Ednalva, para fugir da discriminação sofrida diariamente por milhares de mulheres é importante solidificar políticas que melhorem as condições de vida, assim como, estabelecer mecanismos que rompam com o ‘machismo’ que ainda domina o mercado de trabalho.
 
Para abrir a semana de atividades do Dia Internacional das Mulheres será lançada na segunda-feira, 5 de março, a partir da 16 horas, na sede da CUT (Caetano Pinto 575 – Brás), em São Paulo, a cartilha sobre a Lei Maria da Penha: Uma Conquista – Novos Desafios’. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a lei estabelece mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar. O presidente da CUT Nacional, Artur Henrique da Silva Santos; o presidente da CUT/SP, Edílson de Paula Oliveira, a secretária nacional sobre a Mulher Trabalhadora da CUT, Maria Ednalva Bezerra de Lima; a secretária estadual sobre a Mulher Trabalhadora da CUT/SP, Francisca Trajano dos Santos e Mônica Valente – Internacional de Serviços Públicos (ISP/Brasil) estarão presentes na cerimônia.


Manifestação na Paulista – No dia 8 de março, haverá caminhada na paulista que sairá da Praça Osvaldo Cruz, às 15 horas, em direção ao vão livre do MASP (avenida Paulista). A expectativa é de que 10 mil mulheres participem da manifestação que terá como tema: ‘Feministas em luta para mudar o mundo: por igualdade, autonomia e liberdade’.


A mercantilização e ‘coisificação’ do corpo e da vida das mulheres; a necessidade de se ampliarem direitos e o anúncio de resistência a qualquer tentativa de retirá-los; o combate à violência contra a mulher; a luta pela valorização do salário mínimo e contra a precarização do trabalho da mulher; a luta pela legalização do aborto são algumas das bandeiras.


As mulheres também farão protesto a visita indesejável de George Bush ao Brasil: Fora Bush do Brasil e da América Latina! (Ana Paula Carrion)

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