Mobilização é fundamental para implementar Lei Maria da Penha

06 março 16:44 2007

Na tarde desta segunda-feira (5), a secretaria nacional sobre a Mulher Trabalhadora da CUT fez o lançamento da cartilha sobre a lei Maria da Penha, sublinhando sua importância para o combate à violência contra a mulher. O presidente da CUT nacional, Artur Henrique da Silva Santos, sublinhou a necessidade da mobilização de todos e todas para que a lei seja implementada.


O presidente da CUT São Paulo, Edílson de Paula Oliveira; a secretária nacional sobre Mulher Trabalhadora da CUT, Maria Ednalva Bezerra de Lima; a secretária estadual sobre a Mulher da CUT/SP, Francisca Trajano dos Santos (Cida) e a representante da Internacional de Serviços Públicos (ISP), Junéia Batista, destacaram a importância da unidade da classe para que a implementação ocorra o mais rapidamente possível.


‘Temos três bandeiras este ano: salário igual para trabalho de igual valor; contra a violência à mulher e participação e poder. A lei Maria da Penha vem de encontro com a nossa Campanha no Combate a Violência contra a Mulher Tolerância Nenhuma. Mas para que ela favoreça nossa luta, é necessário mobilizar todos, principalmente os governos estaduais e municipais’, enfatizou Maria Ednalva.


Segundo Edílson de Paula, a cartilha chega em boa hora. ‘Muitos dirigentes ainda não entendem a importância da lei, por isso, é fundamental esclarecer tudo o que ela traz de avanços, de contribuição no combate à violência contra a mulher. Com a cartilha, teremos base para debater o tema nos estados’. Cida concordou com a avaliação e acrescentou que a igualdade salarial e a participação no poder também precisam ser debatidas da mesma forma: ‘Sinto que nossas companheiras ganharam ânimo com a lei, isso é renovador’.


Já o presidente da CUT nacional avaliou a lei como um passo significativo e disse que o desafio agora é fazer com que ela seja aplicada efetivamente. Durante sua fala, Artur lembrou da atividade da CUT e da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) no dia 8 de março, data em que o presidente Bush estará em São Paulo. ‘Utilizaremos as atividades do Dia Internacional da Mulher para repudiar as ações de Bush’.


Outro ponto salientado foi a luta pela manutenção e ampliação de direitos. ‘Acho que Lula acertou quando trouxe para a agenda brasileira uma proposta de desenvolvimento. Agora, cabe a nós apresentarmos a ele que tipo de projeto queremos. Nossa luta é pela inclusão social, pela garantia de emprego e distribuição de renda. Esse debate contempla a igualdade de direitos e disputa pelo espaço de poder político’, sublinhou o presidente cutista.


Maria Ednalva terminou a solenidade enfatizando o trabalho de conscientização que deverá ser realizado para mudar a cultura existente. ‘Nosso papel é sensibilizar as pessoas para mudança de mentalidade no que diz respeito à violência contra a mulher’. (Ana Paula Carrion)

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