CPI da Eletropaulo: perto de um fim melancólico

13 março 19:12 2007

A penúltima reunião da atual CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) instalada na Assembléia Legislativa de SP para investigar irregularidades na privatização e na gestão da AES Eletropaulo aconteceu na tarde desta terça-feira (13), em clima de fim melancólico.


Primeiro, foi Eduardo Bernini, secretário de Energia na época da privatização, que não compareceu para depor aos deputados, encaminhando apenas uma correspondência para justificar ausência.


Depois porque, com o fim do mandato dos atuais deputados, amanhã (14) é o último dia de funcionamento da CPI, já que o regimento interno da ALESP impede que as atuais Comissões tenham prosseguimento na próxima legislatura. Mesmo que estejam em fase de oitivas e apuração.


Diante disso, o deputado Jonas Donizete (PSB) apresentou relatório que solicita mudança no regimento interno para possibilitar que todas as atuais CPIs tenham prosseguimento na próxima legislatura para dar continuidade aos trabalhos já iniciados. Inclusive a CPI da Eletropaulo que o relator considerou ter tido pouca estrutura para um bom funcionamento.


No relatório, o deputado destaca a participação responsável do Sinergia CUT ao expor com propriedade a gestão temerária da distribuidora, colocando trabalhadores e população em risco. Donizete também condenou a ausência de José Pio Borges, então presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) na época pós-privatização, que se livrou de depor por força de liminar judicial.


Por fim, reforçou a necessidade de que a CPI da Eletropaulo tenha continuidade. Os demais deputados da Comissão têm até as 15h de quarta (14) para apresentar emendas ao relatório. Meia hora depois, às 15h30, a Comissão faz a última reunião para votar relatório e emendas.


A direção do Sinergia CUT, que como sempre estava presente, espera que as emendas apresentadas melhorem o relatório final para que a CPI da Eletropaulo não tenha esse fim melancólico.

  Categorias: