Governo pretende ampliar para 15% participação do gás na matriz energética

21 março 12:28 2007


Aumento na oferta de energia leva em conta crescimento médio da economia de 4,2% nos próximos 25 anos, segundo Rondeau



O governo pretende ampliar a participação do gás na matriz energética brasileira dos atuais 9% para 15% até 2030, segundo o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. Mas, de acordo com o diretor de Energia e Gás da Petrobras, Ildo Sauer, a meta depende do aumento da segurança para os investidores na construção e exploração dos gasodutos.



As afirmações foram feitas durante o primeiro debate promovido pela liderança do bloco de apoio ao governo no Senado sobre o Programa de Aceleração do Crescimento e temas estratégicos. O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Jerson Kelman, falou sobre dificuldades para os investimentos em novas hidrelétricas, principalmente, em função de riscos ambientais e sociais – como as indenizações a ocupantes de terras -, pelos quais os empreendedores têm elevado suas expectativas de custos.



A possibilidade de troca de hidrelétricas por termelétricas nos projetos do PAC foi abordada por Rondeau, que disse ser possível alterar o programa em face de problemas ambientais ou de ordem social. A explicação foi dada a partir de pergunta da coordenadora do debate e líder do bloco, a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), que mencionou o inconformismo de uma parcela da população de Santa Catarina com a construção de um hidrelétrica no estado.


O que se discute em Santa Catarina é, alternativamente, a construção de usinas térmicas a carvão do mesmo molde das que existem no Rio Grande do Sul.



Rondeau observou que o governo está projetando suas necessidades de aumento na oferta de energia levando em conta um crescimento médio da economia de 4,2% nos próximos 25 anos. Um crescimento acima dessa média – como cogitou o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) – exigirá ‘correção de rumos’, de acordo com o ministro.



Embora a expectativa até 2030 seja a de reduzir a participação da energia hidrelétrica na matriz energética – de 82% para 76% – o diretor-geral da Aneel disse que esta é ainda a fonte de energia mais limpa e mais barata para o país. O Brasil ainda estaria utilizando apenas 30% do potencial de seus rios. (Com informações são da Agência Senado)

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